Reposição a R$ 4.500/cab; Para onde vai o preço? Veja!

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Foto: Faz. Elge

Preço da reposição volta a subir neste fim de semana com mercado aquecido e preços atingindo recordes; Para onde vai o preço? Veja agora!

A oferta de lotes para reposição continua restrita e o atual cenário de melhoria das pastagens também permite que os criadores mantenham os animais no pasto, os preços pagos entre as diversas categorias de gado jovem seguem firmes. Nessa atoada, o pecuarista busca repor o seu plantel e as novas altas sinalizadas nesta semana podem trazer recordes de preços novamente!

A última semana de fevereiro, o mercado de reposição registrou novos movimentos de alta para animais mais erados, sobretudo para as categorias de macho com mais de 12@ e novilhas com mais de 10@. O movimento de sustentação nos preços da arroba e o mercado futuro batendo recorde, trouxe otimismo e corrida para o pecuarista da terminação!

Porém, a disponibilidade de animais continua baixa. Isso explica o fato de o preço do bezerro na praça paulista continuar em alta neste ano. “No curto prazo, a oferta deve se manter baixa, dando sustentação às cotações dos animais de reposição”, salienta.

Já na praça mineira, o bezerro disparou de preço e atingiu recorde para o estado. Segundo o app da Agrobrazil, o pecuarista de Uberlândia/MG, informou negociação de bezerros, sem raça definida, com peso médio de 134 kg pelo valor de R$ 2.260,00/cab. Sendo assim, o preço desse animal chegou a R$ 16,87/kg, o maior já registrado no estado!

Na última semana, os preços do boi magro foram aqueles que mais subiram entre as categorias nas diversas praças pecuárias. No interior paulista, a especulação em torno dos lotes com mais de 300 kg trouxe muita preocupação para os invernistas, avalia a IHS.

Para essa categoria (boi magro), a referência de preço obtida foi de R$ 4.300/cabeça em São Paulo, mas houve relatos de efetivações em torno de R$ 4.500/cabeça, dependendo da qualidade do lote.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todos os estados e categorias de machos e fêmeas anelorados, as cotações tiveram valorização de 1% nesta semana, na comparação com a semana anterior. “A maior demanda por categorias mais jovens, somada ao cenário de oferta restrita em praticamente todos os estados monitorados, são fatores que dão sustentação às cotações”, avalia a Scot.

Do lado dos machos, a média dos preços do bezerro de ano e de desmama anelorados registrou alta de 1,2% nos últimos sete dias, frente à alta de 0,8% dos animais erados (média do boi magro e garrote). Já para as fêmeas, no mesmo intervalo, as bezerras de ano e de desmama tiveram altas médias de 1,1%, informa a Scot.

Para a média da vaca magra e novilha, os preços subiram 0,6%. Destaque para Rondônia, onde a bezerra de ano teve alta de 6,8%, ou R$ 150/cabeça, na comparação com a semana anterior. Para o curto prazo, a oferta limitada continuará ditando o rumo dos preços no mercado de reposição, prevê a Scot Consultoria.

Relação de troca preocupa

Em fevereiro do ano passado, o pecuarista precisava do equivalente a 8,5 arrobas do animal terminado para adquirir um bezerro desmamado, em São Paulo. Neste mês, esse número subiu para 9,42.

Acontece que o bezerro desmamado, que custava R$ 1.700 na praça paulista no ano passado, subiu 64% e chegou a R$ 2.800 neste mês. Enquanto isso, o boi gordo registrou alta de 56%, saindo de R$ 190 para R$ 297,50.

Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea / Esalq / USP) mostra que, nos últimos dez anos, uma cotação da cria valorizou 177%, enquanto o preço do boi gordo subiu 120%. O bezerro valia R $ 747,14 por cabeça em 2011 e foi a R $ 2.076 em 2020, enquanto o boi gordo de 16,5 arrobas passou de R $ 1.700 para R $ 3.742 neste período.

Segundo Lygia, o ciclo da pecuária contribuiu diretamente para a explosão de preços da propriedade e, perdida essa fase de impedimento de afetado, pode haver uma ligeira queda. Mas ela não vislumbra um tombo nas cotações da cria. “A tecnologia deve nos levar para um cenário de preços de ajuste reais cada vez mais elevados em relação ao valor do boi gordo”, diz.

Não acreditamos mais que haverá mais queda no valor da cria. Motivo: “O produtor concluiu que a bezerrada agrega valor”. Essa é a verdade e a pecuária já está selecionando aqueles que vão continuar na atividade lucrando alto e os que vão amargar prejuízos por não acreditar que “a mudança já começou”.

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