Segredos da DI GENIO para a Estação de Monta

Segredos da DI GENIO para a Estação de Monta

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DIMA, mãe do LANDAU / Foto: Nelore Di Genio

Nelore DI GENIO seleciona as futuras matrizes na Estação de Monta; conheça também as mães do Landau, Logan e Opositor destaques no cenário nacional.

No Nelore DI GENIO, a Estação de Monta é levada a sério e os trabalhos já estão a todo vapor. “Essa época é extremamente importante para nós. É dessa Estação de Monta que sairão os animais que estarão aptos, daqui a aproximadamente três anos, para provas, para ir para as centrais”, pondera Antonio Aurico, gerente do Nelore DI GENIO.

Durante a Estação de Monta, o processo de melhoramento e seleção do criatório compreende um trabalho concentrado não só sobre os machos, mas principalmente sobre as fêmeas. Ou seja: no Nelore DI GENIO, os touros têm pai e mãe.

“Quando a gente busca os touros das centrais, os raçadores, 50% dessa genética vem da mãe. Ou seja, para nós, a mãe tem tanta importância quanto o pai. Todo o trabalho que fazemos em torno das provas internas de ganho em peso a pasto (PGPs), no âmbito do Programa de Melhoramento Genético para Bovinos – PAINT, do Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens – PNAT, do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos – PMGZ, do Centro de Performance da CRV Lagoa, e até mesmo nas pistas, é para identificar os animais que realmente despontam. E, no caso das fêmeas, para se tornarem as nossas principais doadoras”, conta Antonio Aurico.

Doadoras escolhidas são as que entregam os melhores produtos. No criatório, são os bezerros que indicam a régua de DEP das vacas

Agora, no início da Estação de Monta, o trabalho no Nelore DI GENIO é intenso, com o aparte das candidatas que serão utilizadas no processo de Fertilização in Vitro (FIV), as doadoras de oócitos. E elas passam por um processo de seleção tão criterioso quanto dos machos. “Isso ocorre porque elas realmente vão contribuir mais dentro do plantel. Há muita análise de sumário e estudo, tanto na parte de avaliação e informação quanto na parte de campo, para escolher as que permanecem e serão inseminadas e as que serão descartadas. Você vai para o curral e aparta pelo visual, verifica como elas estão, como eraram, como se desenvolveram e estão produzindo. Tudo isso faz parte do pacote do nosso trabalho no criatório”, informa Antonio Aurico.

GAVINA, mãe do LOGAN e do OPOSITOR / Foto: Nelore Di Genio

Segundo o gerente do Nelore DI GENIO, as vacas escolhidas como as futuras doadoras são as que entregam os melhores produtos. “A gente seleciona pela fertilidade. Fazemos todo um trabalho de ‘pente fino’ na parte zootécnica, de caracterização, funcionalidade e, logo em seguida, avaliamos a fertilidade. Na segunda etapa, vem a identificação das fêmeas já paridas”, explica, lembrando que os bezerros começaram a nascer no mês de agosto no criatório. “Nesse momento, temos cerca de 80% do plantel já parido, e as nossas vacas estão trazendo bezerros com desempenho acima da média. É através desses produtos que a gente vai verificar as fêmeas com potencial para doadoras, primeiramente com base no que ela produz e, depois, no índice. Nosso principal foco na seleção é multiplicar as fêmeas que dão os melhores produtos”, destaca Antonio Aurico.

E o criatório seleciona o que tem de melhor. “O objetivo é parir um bezerro por ano. As que vão se posicionando acima da média, tornam-se doadoras. A gente explora bastante a parte reprodutiva. Vai comparando a fêmea no seu grupo contemporâneo para identificar os melhores bezerros. Eles serão touros melhoradores e vão mostrar, ao mesmo tempo, quem serão as doadoras, qual genética a gente vai multiplicar. É o bezerro que vai mostrar qual a régua de DEP da vaca”, arremata Antonio Aurico.

Como a pressão de seleção também foca o temperamento, o resultado é um gado manso, tranquilo. E altamente eficiente. “Também conseguimos as melhores vacas, produtivas, que desmamam bezerros pesados, de qualidade, transmitindo as melhores características. Elas são multiplicadas para tirar a genética que vai abastecer o mercado de touros não só do Mato Grosso do Sul, mas também de todos os estados brasileiros, para disputarmos nas centrais posições dos touros doadores de sêmen e participar das provas de ganho de peso”, completa Antonio Aurico.

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