Soja: preço firme e seguindo a valorização do dólar

Soja: preço firme e seguindo a valorização do dólar

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colheitadeira esperando para descarregar soja em caminhao
Foto: Fazendas Milanesi Buriti

Dólar em alta, escassez de soja no mercado e demanda aquecida traz fatores de alta para os preços da oleaginosa no mercado interno. Veja!

O mercado de soja começa a terça-feira de olho no relatório mensal de oferta e demanda que será divulgado pelo USDA ainda hoje. No Brasil, a referência para negócios no mercado físico continuou nos R$ 167,00/sc, no entanto, com a oferta restrita poucas negociações são efetivadas.

Nos EUA, o contrato com vencimento para março/21 fechou o dia com queda de 0,16%, cotado à US$ 13,73/bu, também à espera do relatório de oferta e demanda do USDA.

A escassez de soja no mercado interno levou as exportações de soja a registrarem o ínfimo volume de 58 kgs embarcados para fora do país na última semana. Com isso, praticamente não há referência de comparação com anos ou meses anteriores, visto que esse volume exportado representa um recuo de 100% frente a média diária do mês passado ou do mesmo mês de 2020.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 163 para R$ 167 a saca. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 161 a saca para R$ 166. No porto de Rio Grande, a saca de soja passou de R$ 165 para R$ 169.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 161 para R$ 164 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 168 para R$ 169 a saca.

Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 155 para R$ 157 a saca. Em Dourados (MS), a cotação se manteve em R$ 155 a saca. Em Rio Verde (GO), a saca ficou estável em R$ 165 a saca.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa. Na parte da manhã, o mercado voltou a atingir os melhores níveis em seis anos e meio, reflexo do cenário fundamental, combinando boa demanda e preocupação com a safra sul-americana.

No entanto, à tarde, os agentes optaram por posicionar suas carteiras, aguardando os dados de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O USDA deverá reduzir a sua estimativa para os estoques de soja americanos e globais para a temporada 2020/21. A previsão para a safra americana também deverá ser revisada para baixo. O relatório será divulgado na terça, 12, às 14hs.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 2,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,16% a US$ 13,72 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 13,70 por bushel, com perda de 1,25 centavos ou 0,09%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo subiu US$ 7,20 ou 1,63% a US$ 446,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 42,63 centavos de dólar, baixa de 0,96 centavo ou 2,2%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,60%, sendo negociado a R$ 5,5030 para venda e a R$ 5,5010 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4500 e a máxima de R$ 5,5160.

Compre Rural com informações da Agrifatto e Agência Safras

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