Subsidiária da JBS, Seara pretende dobrar de tamanho até 2025

Subsidiária da JBS, Seara pretende dobrar de tamanho até 2025

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gigante JBS de alimentos
Foto: Divulgação

A JBS quer ter ao menos dez marcas com faturamento de mais de US$ 1 bilhão em cinco anos; lucro líquido da empresa tem registrado valores históricos

Segundo o jornal Valor, a JBS vem se articulando para comprar marcas fortes, em linha com o que ocorreu com a aquisição da Sadia. Na Austrália, a JBS comprou a Primo, de presunto e bacon. No Reino Unido, Moy Park e Tulip. O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, disse ao site que quer transformar a empresa numa “casa de marcas” e, em cinco anos, ter ao menos dez delas com faturamento de mais de US$ 1 bilhão.

Tomazoni considera que a construção de marcas ficou mais fácil com as mídias sociais, já que elas permitem a interação direta com o consumidor. No Brasil, o objetivo é levar o faturamento da Seara para cerca de R$ 40 bilhões até 2025, mas a JBS adquiriu empresas na Austrália e no Reino Unido e quer que elas cresçam. Nos EUA, a companhia adquiriu a Plumrose, que fabrica presunto e bacon, e rebatizou a empresa de Switf Prepared Foods, que receberá investimentos de US$ 200 milhões numa fábrica de especialidades italianas como salame e presunto.

A JBS reportou o maior faturamento trimestral da história, com lucro líquido de R$ 3,1 bilhões, quase nove vezes o resultado do trimestre de 2019, quando a empresa divulgou R$ 356 milhões. A JBS afirmou que a divisão brasileira de alimentos processados Seara viu o Ebitda ajustado subir 55,4%, enquanto as operações com carne suína e de frango nos Estados Unidos registraram saltos de 64,7% e 48,9%, respectivamente, apoiadas na desvalorização do real ante o dólar.

Desde 2012, quando o ex-Sadia –Tomazoni– chegou à JBS para comandar o ainda incipiente negócio de marca e alimentos processados no Brasil – o embrião do que viria a ser a Seara -, o perfil da companhia mudou bastante. Se no começo da década passada os irmãos Joesley e Wesley Batista lideravam uma gigante da indústria frigorífica, uma commodity pura e simples, as marcas vêm ganhando outra dimensão.

É verdade que a operação de carne bovina é o coração da JBS – especialmente nos EUA, onde se tornou uma geradora de caixa contumaz -, mas os passos rumo ao mundo das marcas não deixam dúvidas sobre as ambições. “A gente quer fazer uma casa de marcas”, diz Tomazoni. Em cinco anos, a JBS quer ter ao menos dez marcas que tenham faturamento de mais de US$ 1 bilhão, o que daria no mínimo US$ 10 bilhões – mais de R$ 50 bilhões, ou cerca de 25% do atual faturamento global da companhia.

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