Tendências da Agrishow 2022 para o agronegócio

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Foto: Agrishow Oficial

Presença do público mostrou que as pessoas estão interessadas em voltar fisicamente às grandes feiras; executivo elenca três movimentos marcantes para o futuro do segmento a partir do evento

Inovar por meio da cocriação e da experiência do consumidor. Essas foram algumas das principais impressões vistas por Rodrigo Rodrigues, head de Agronegócio da Falconi, maior consultoria brasileira de gestão e pessoas, durante a Agrishow 2022. Realizado nesta semana, de 25 a 29 de abril, na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo, o evento é a principal feira de tecnologia para o agronegócio do país. Além da reflexão, temas como automatização embarcada nas máquinas e empoderamento das agtechs foram destaque durante a feira.

O evento recebeu mais de 190 mil pessoas ao longo dos cinco dias, a Agrishow voltou a ocorrer de maneira presencial depois de dois anos. Considerada uma das mais importantes do mundo, a Falconi marcou presença na edição por meio da presença de Rodrigues e também de Alexandre Ribas, head da Unidade de Indústria de Bens Duráveis. Os executivos foram em busca de inovações e tecnologias que possam agregar ainda mais valor ao negócio dos clientes da Falconi no segmento.

Rodrigo Rodrigues, Head de Agronegócio da Falconi, e Alexandre Ribas, head da Unidade de Indústria de Bens Duráveis da Falconi / Divulgação
Rodrigo Rodrigues, Head de Agronegócio da Falconi, e Alexandre Ribas, head da Unidade de Indústria de Bens Duráveis da Falconi / Divulgação

“O evento estava pujante. A presença do público mostrou que as pessoas estão interessadas em voltar fisicamente às grandes feiras”, conta Rodrigues. De acordo com o executivo, que tem décadas de experiência no setor, com passagens em vários setores do agronegócio brasileiro, a Agrishow apresentou um crescimento exponencial. “Uma feira que começou com 42 expositores e hoje já conta com mais de 800. É impressionante”, afirma.

Do que observou enquanto acompanhou a feira, destaca-se a interatividade dos estandes, “muito mais focados na experiência de uso do equipamento”. “Muita tecnologia agregada e muita cooperação”, conta Rodrigues. A seguir, confira alguns pontos frisados pelo executivo. São tendências e oportunidades para o agronegócio em 2022 e nos anos seguintes.

Soluções integradas e Cocriação

Se há poucos anos, alguns dos principais players do agronegócio acreditavam que poderiam construir suas soluções sozinhos, com a aceleração da transformação digital e da inovação aberta ao longo da pandemia, o cenário mudou. “Quem antes achava que tinha pleno domínio de uma área, hoje está aberto a compartilhar com outras empresas, integrando soluções e APIs em seus negócios”, diz Rodrigues. Para o executivo, as companhias estão prontas para atender em conjunto as dores comuns dos seus clientes. “Fico entusiasmado ao ver que o foco total é no cliente. No fim do dia, ele é a razão fundamental de um negócio existir.”

Inovação Aberta e a era dourada das agtechs

Na linha da cocriação, Rodrigues destaca a capacidade de inovação do agronegócio em 2022. Na sua visão, um destaque da edição deste ano foi a quantidade de soluções combinadas pelos fabricantes e agtechs em prol da lucratividade do agricultor. “Acho que o mais interessante da Agrishow foi notar que as companhias passaram a integrar os seus produtos usando como base conceitos de inovação aberta. Sinto que os players decidiram se conectar de forma mais assertiva para mitigar as dores dos clientes.” As agtechs protagonizaram boa parte dessas parcerias, conta Rodrigues, que vê a ascensão das startups voltadas para o agronegócio como uma tendência – e um mar de oportunidades para o futuro do setor. “A edição deste ano deu muita atenção para as agtechs, inclusive com premiação e espaço exclusivo.”

Foco na Experiência do Consumidor

Por fim, o Head de Agro da Falconi acredita que a pauta da costumer experience nunca foi tão latente no segmento agro (e na Agrishow) como agora. “O que eu percebi neste ano é que os grandes players estão dispostos a ouvir o cliente, esteja ele ‘dentro ou fora da porteira’”, conta Rodrigues. O que o executivo quer dizer com a reflexão é que, no evento deste ano, ficou muito mais claro que a inovação deve ser pautada por um objetivo: o consumidor. “Ela tem de ser produtiva, guiada pelas necessidades do cliente. Não adianta desenvolver uma tecnologia de ponta se você não mostra sua relevância para o consumidor final, se a experiência dele é ruim com aquela ferramenta.” E apesar de tantas boas novidades, Rodrigues ressalta que existe um impressionante aumento de custos no agro, sem aumento de preço das commodities e com crédito caro e mais escasso. “É hora de todos na cadeia do agro olharem com carinho para sua gestão.”

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