Um comodoro de um clube de canoagem na Austrália transformou uma abóbora de 407 quilos em uma embarcação e desceu com ela por um rio em Nova Gales do Sul. Adam Farquharson, que comanda o Tumut Canoe Club, esvaziou a fruta e a batizou de “Cinderela” antes de remar pelo Rio Tumut, na região de Riverina.
A travessia provavelmente foi inédita no mundo. A abóbora, apelidada de “Tormund” em referência a um personagem de Game of Thrones, havia sido cultivada por Mark Peacock, amigo do comodoro, para virar ração para o gado.
De projeto de família a atração local
Peacock cultivou o vegetal como um projeto pessoal com a família e passou a publicar atualizações semanais sobre o crescimento dele nas redes sociais. A abóbora ganhou reconhecimento na comunidade e acabou premiada na Royal Easter Show, tradicional feira agrícola australiana.
Ao saber que a abóbora seria usada como alimento para os animais da fazenda, o comodoro viu uma oportunidade de fazer algo fora do comum. Vestido com chapéu de marinheiro e cachimbo, ele conduziu a casca esvaziada rio abaixo, para diversão de quem passava por ali.
Reação do dono e o espírito da brincadeira
Farquharson disse à ABC Riverena que é “fã do desnecessário” e de brincadeiras inusitadas como essa. Peacock, por sua vez, reconheceu que o comportamento combina com o jeito do amigo, que descreveu como hilário e, às vezes, imprevisível. Apesar da surpresa inicial diante da cena, o dono da abóbora levou tudo na esportiva.
Fama passageira e destino final da fruta
Farquharson brincou sobre os efeitos de virar notícia por causa da aventura fluvial e foi apelidado de “Popeye, o Homem-Abóbora”. Ele acredita que essa fama mundial vai passar rápido e que a vida seguirá o curso normal, sem repetir a trajetória de uma popstar como Taylor Swift.
Em tom de brincadeira, ele chegou a cogitar preservar a abóbora como uma curiosidade nacional, ao lado de ícones do esporte australiano. Chegou, inclusive, a sugerir à esposa que pediria ao primeiro-ministro para guardar a fruta junto ao coração empalhado de Phar Lap, cavalo símbolo do país exposto no Museu Nacional. Ela rejeitou a sugestão, considerando a ideia um tanto exagerada.
No fim, a casca gigante cumpriu o papel para o qual havia sido plantada desde o início: virou alimento para o gado da propriedade.













