Acredite se quiser, mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possui um sósia no mundo animal. O búfalo albino apelidado com seu nome vive no Bangladesh Livestock Research Institute (BLRI), em Savar, onde se tornará alvo de estudos.
O animal pesa quase 700 kg e ficou famoso pelo topete claro na testa, parecido com o penteado do presidente dos Estados Unidos. Dezenas de pessoas visitavam diariamente a Rabeya Agro Farm, de Ziauddin Mridha, em Narayanganj, antes de ser transferido para outro instituto.

O búfalo tinha temperamento calmo e dócil, típico de animais albinos e recebia cuidados especiais: era banhado quatro vezes por dia e alimentado na mesma frequência para se manter saudável.
Quarentena e comitê de especialistas
Ao chegar à instituição de pesquisa, o animal passou por uma quarentena obrigatória de 14 dias, com acesso restrito e observação constante. O BLRI formou um comitê de 13 integrantes para acompanhar o caso, liderado pelo diretor científico e chefe da Divisão de Pesquisa em Produção de Búfalos, Dr Gautam Kumar Deb.
Em entrevista ao The Daily Star, Dr Gautam informou que o exemplar foi levado à instituição para pesquisas sobre desenvolvimento de raça. Por se tratar de uma linhagem com aparência tão chamativa, o foco dos estudos será entender o potencial genético e produtivo do búfalo.
Da fazenda ao centro de pesquisa
Antes de se tornar objeto de estudo, Moniruzzaman, morador da região de Zindabahar, comprou o exemplar em Old Dhaka por Tk 3,85 lakh para sacrificá-lo durante o Eid-Ul-Azha. A repercussão nas redes, porém, mudou os planos: as autoridades decidiram assumir a guarda do animal para garantir sua segurança.
Em seguida, o animal foi encaminhado à Delegacia de Keraniganj e transferido para o Zoológico Nacional de Mirpur, onde permaneceu até a mudança para o BLRI. A trajetória incomum colocou o búfalo entre os assuntos mais comentados do período em Bangladesh.
Uma aparência rara no rebanho local
Búfalos albinos são raríssimos em Bangladesh, já que a maioria dos rebanhos locais apresenta pelagem escura. Não à toa, o “Donald Trump” desperta o interesse do público e também de pesquisadores. O tom claro da pele, o focinho avermelhado e a mecha dourada na testa fizeram esse exemplar se destacar entre o rebanho tradicional. Agora instalado em um centro voltado à pesquisa genética, o animal deixou de ser destinado ao abate ritual e passou a ser estudado por suas características hereditárias pouco comuns.













