Um casal de produtores rurais no norte de Victoria, na Austrália, transformou a propriedade em atração turística. Eles abriram as porteiras para visitantes desfrutarem de um milhão de girassóis em plena floração.
Essa iniciativa surgiu em 2022 como forma de agradecer à comunidade local pelas boas colheitas e oferecer lazer aos vizinhos após meses de confinamento em decorrência da pandemia. Adam e Claira Whipp normalmente usam os girassóis para extrair óleo ou produzir ração animal. Porém, o casal decidiu permitir visitas públicas depois de testemunhar o impacto dos longos períodos de isolamento na vida dos vitorianos.
Visitantes vêm de longe para fotografar e colher flores
Com tesouras de poda ou câmeras em mãos, pessoas de vários pontos do estado australiano aproveitam a oportunidade de colher flores entre um milhão de girassóis. Muitos passam horas na propriedade, capturando imagens com drones, fazendo piqueniques e aproveitando o dia ensolarado em contato com a natureza.
Segundo Claira Whipp, a iniciativa quebra o isolamento típico da vida rural e permite que converse com os visitantes sobre as atividades da fazenda.
Um momento de conexão e renovação
Vizinhos e visitantes de cidades próximas encontram na propriedade um refúgio para se reconectar com a natureza. Alguns aproveitam a oportunidade para colher flores para homenagear pessoas queridas, outros se concentram em registrar momentos especiais para as redes sociais, inclusive combinando as roupas com as cores das flores.
O fazendeiro Adam Whipp contou ao ABC que identifica facilmente a origem dos visitantes: os citadinos não conseguem lidar com as moscas da região, enquanto os criadores de gado caminham com elas no rosto.
Do isolamento à prosperidade agrícola
A mudança para o cultivo de girassóis transformou a vida da família Whipp. Em 2019, a seca e as falhas nas colheitas de canola tornaram a vida rural difícil. As boas safras recentes e o acesso a água de irrigação a preço acessível permitiram que a propriedade se recuperasse e prosperasse. A fazenda se transformou em um espaço onde comunidade e natureza se encontram.
Como a fazenda aberta ao público funciona na prática
A propriedade opera em um sistema simples: visitantes chegam com tesouras de poda ou câmeras e podem colher girassóis ou fotografar à vontade. Adam Whipp relata que as pessoas passam até três horas no local, fazendo vídeos com drones, piqueniques e capturando imagens.
O casal controla o fluxo com um horário de fechamento. Ao meio-dia, encerra as visitas e precisa “expulsar” quem não percebe a hora passar. A estratégia transforma um produto agrícola comum em experiência visual e recreativa.
O que essa abertura muda na vida rural e urbana
Para os produtores, a iniciativa quebra o isolamento típico do trabalho agrícola. Claira Whipp explica que a beleza das pastagens raramente era vista pelo público porque a família mantinha as terras para uso exclusivo. Agora, o casal consegue conversar com visitantes sobre suas atividades e explicar o trabalho que realiza. Com isso, a fazenda deixou de ser apenas um espaço privado para se tornar um lugar de conexão comunitária.













