Uma ema selvagem decidiu “adotar” a família McArthur. O animal observou a família enquanto eles conduziam o gado a cavalo pela propriedade, no centro de Queensland, na Austrália, e então entrou pela porteira aberta da fazenda e permaneceu no local. Ele se integrou à rotina da família e agora participa das atividades diárias.
Rob McArthur contou ao portal australiano ABC que, no início, todos receavam a ave por seu grande porte. Porém, a docilidade do animal mudou a percepção da família: quando a filha Ainsley abriu a porteira, ele entrou tranquilamente e logo se adaptou à vida no pátio da casa. As crianças da família o batizaram de Fred.
A adaptação de Fred
Desde que chegou, Fred caminha pelo quintal, belisca amoras da árvore frutífera e até se interessa pelas luzes de fadas penduradas na varanda. Seu tamanho lhe permite alcançar aquilo que outras aves não conseguem. Quando vê alguém se aproximar, o animal faz um som característico que ecoa do fundo da garganta, como se emitisse um cumprimento.
O momento mais divertido para os McArthur ocorreu durante uma lida com bezerros. A ave começou a perseguir os filhotes, deu uma volta giratória e saiu correndo com passos largos, fazendo a família rir. Rob diz não saber por que Fred criou essa amizade tão inesperada.
Especialista intrigado com o fenômeno
Darryl Jones, professor de ecologia da Griffith University, explicou ao ABC que o comportamento de Fred contraria o que a ciência esperaria de um animal silvestre. As emas são animais sociais que vivem em grupos familiares, embora os machos mais velhos tendam a viver sozinhos. Porém, animais selvagens que crescem distante de humanos possuem a tendência de evitar o contato e temer o encontro com pessoas.
Entre as emas, são os machos que incubam e criam os filhotes. Jones sugere duas hipóteses para explicar a conduta. A primeira é a de que o animal tenha perdido o bando e, sozinho, procurado proteção entre seres humanos, algo que o especialista considera plausível. Já a segunda hipótese envolve inteligência: talvez Fred tenha reconhecido que conviver com pessoas oferece vantagens práticas, como segurança e alimento.













