Um agricultor de Gippsland apresentou uma proposta para construir um dos primeiros confinamentos automatizados e cobertos de Victoria. A unidade teria capacidade para 2.206 cabeças de gado e usaria tecnologia avançada de alimentação, mas enfrentou resistência imediata da comunidade: quase 700 moradores assinaram um abaixo-assinado contra o projeto.
O confinamento funcionaria com animais alojados em galpões fechados e alimentados em um ciclo de 90 dias antes de serem transportados para processamento. Segundo Angus Zilm, o agricultor proponente, a instalação ofereceria alimentação por contrato, permitindo que produtores locais enviassem seus animais à unidade, em vez de gerenciar todo o processo internamente.
Comunidade mobilizada contra tráfego e poluição
Moradores alertam que a operação geraria mais de 850 movimentações de caminhões por ano na Llowalong Road, que consideram inadequada para esse volume de tráfego pesado. Na reunião de outubro do Wellington Shire Council, Nick Lee, representante dos vizinhos, citou riscos à infraestrutura local e à segurança de residentes e motoristas.
Além do tráfego, os opositores temem aumento de ruído e odor, além do risco de poluição do ar e da água em propriedades próximas. O conselho votou pela rejeição da moção inicial e encaminhou a análise para discussão futura. A decisão final pode não sair antes do próximo ano.

Defesa do projeto destaca bem-estar animal e oportunidades
Angus Zilm, responsável pela proposta, diz que o confinamento introduziria práticas avançadas de alimentação em Gippsland, com foco em bem-estar animal, eficiência alimentar e gestão ambiental. Segundo ele, dois anos de investigação técnica e consultoria especializada, com a participação de engenheiros e consultores agrícolas e ambientais, fundamentaram o projeto da instalação.
A iniciativa ofereceria ainda oportunidades educacionais para estudantes de agricultura de escolas e universidades, além de reduzir custos de transporte para criadores locais. O proponente reconhece as dúvidas dos vizinhos e afirma estar trabalhando com consultores especializados para responder às preocupações apresentadas ao conselho.
Impasse segue em análise municipal
David Morcom, chefe executivo do Wellington Shire Council, afirmou que propostas desse tipo são complexas e passam por vários ciclos de consulta e ajuste. A avaliação formal prossegue, e o conselho busca esclarecer questões técnicas e preocupações da comunidade antes de tomar uma decisão final.













