Um filhote nascido em Karachi, no Paquistão, transformou-se em celebridade nacional graças a uma característica física inusitada: orelhas que atingem 54 centímetros de comprimento cada uma. O animal, batizado de Simba, desafiou as proporções típicas de sua espécie e conquistou a atenção da mídia tanto dentro quanto fora do país logo nos primeiros dias de vida.
O criador Hasan Narejo precisou recorrer a soluções criativas para lidar com o tamanho extraordinário das orelhas. Ele dobra as orelhas sobre o lombo do filhote para evitar que ele pise nelas ao caminhar. Além de ter desenvolvido um arreio especial que carrega as orelhas ao redor do pescoço de Simba, oferecendo suporte adequado durante o crescimento.
Fama que eclipsou trajetórias de celebridades
A notoriedade de Simba evoluiu com velocidade impressionante após seu nascimento. Entre o décimo e décimo segundo dia de vida, o filhote já aparecia em veículos de imprensa nacionais e internacionais, conquistando até um concurso de beleza quando ainda era recém-nascido.
Conforme informou Narejo em entrevista ao ABC, a ascensão foi tão acelerada que personagens célebres levariam entre 25 e 30 anos para alcançar um nível equivalente de exposição mediática que Simba conquistou em apenas 30 dias.
O reconhecimento internacional motivou Narejo a buscar uma validação oficial junto ao Guinness World Records, apesar de a organização não contar atualmente com uma categoria específica para “cabrito com orelhas mais compridas”. A expectativa é que o registro de Simba abra caminho para a criação dessa categoria no futuro, consolidando seu lugar entre os recordes mundiais.

Proteção ritual contra invej e competição
O sucesso acelerado trouxe consigo preocupações, e Narejo expressou receio com a atenção de criadores concorrentes e o potencial impacto negativo da inveja, levando-o a recorrer a tradições ancestrais de sua família.
Em declaração ao ABC, ele relatou a prática de recitar versículos do Alcorão e soprar sobre o filhote como forma de afastá-lo do que descreve como “olho gordo” — uma proteção espiritual enraizada no costume familiar transmitido por gerações.
Como reforço adicional, um cordão preto foi amarrado ao pescoço de Simba, também reforçado com versos alcorânicos. Essas medidas refletem uma combinação de fé religiosa e práticas culturais para blindar o animal contra possíveis maleitas trazidas pela atenção excessiva.
Planos de promover a criação de caprinos do Paquistão
Narejo enxerga em Simba mais do que um animal de estimação ou um recordista em potencial: o filhote representa uma oportunidade de divulgar o Paquistão como potência mundial na criação de cabras. O criador pretende transformar Simba em reprodutor, aproveitando sua popularidade global para destacar a excelência do país nessa atividade pecuária.
O Paquistão é, de fato, o terceiro maior produtor de cabras do mundo, com um rebanho que ultrapassa 54 milhões de exemplares.
A ideia é que a fama de Simba transcenda fronteiras e funcione como propaganda orgânica para a tradição de criação local. Enquanto aguarda o posicionamento do Guinness World Records, Narejo mantém os cuidados redobrados com seu filhote mais célebre, preparando-o para um papel que pode redefinir a imagem internacional da caprinocultura paquistanesa.













