Um pomar de 500 árvores na região de Riverland, na Austrália, está prestes a entrar em plena colheita de cumquats. O casal Patria e Andrew Kohler são atualmente os maiores produtores comerciais na Austrália dessa fruta cítrica pequena originária da China.
Em entrevista ao ABC, Patria afirmou que a busca pela fruta está em crescente. A agricultora também contou que o público australiano possui como característica esse interesse por frutas menos comuns, e o cumquat chama atenção justamente por ter um sabor diferente, que “só se entende experimentando”.
A propriedade produz cerca de duas toneladas da fruta por ano e aposta em duas variedades com personalidades distintas de sabor. Além de vender ao mercado fresco em diversas regiões da Austrália, a família processa boa parte da colheita para reduzir ao máximo o desperdício.
1. A fruta fresca, direto do pé
O cumquat pode ser consumido inteiro, sem precisar descascar, o que o diferencia da maioria dos cítricos. Segundo Andrew, basta colocar a fruta inteira na boca para sentir de uma vez a doçura da casca e a acidez do centro.
A propriedade cultiva duas variedades com identidades próprias: a Nagami, de formato oval e sabor mais azedo, e a Marumi, mais arredondada e adocicada. Em entrevista ao ABC, a família disse que as duas variedades cultivadas na fazenda atendem a paladares distintos.
2. Subprodutos viram geleia, calda e doces
Durante os quatro meses de colheita, a propriedade processa parte significativa da produção para aproveitar o que normalmente seria descartado e, assim, evitar desperdício. Essa preocupação fica evidente até mesmo com a calda retirada do processamento do cumquat, que embora a maioria das pessoas jogue fora, na fazenda ela é reaproveitada e transformada em um produto para panquecas, cereais e sorvetes.
No espaço de processamento da fazenda, parte da fruta é desidratada naturalmente, enquanto outra parte vira marmeladas, geleias e doces cristalizados. A única parte que ainda não tem destino definido são as sementes, já que a família ainda não encontrou um uso viável para elas.
Patria destacou ainda que o cumquat concentra vitamina C, vitamina A, vitamina E e ômega-3, reforçando o apelo nutricional da fruta além do sabor incomum. Para o casal, aproveitar quase integralmente cada fruta colhida é tão parte do negócio quanto cultivar as 500 árvores que sustentam a produção anual.
Se o cumquat tem casca comestível, qual é a diferença entre comê-lo inteiro e comer uma fruta descascada?
A resposta para esta pergunta é simples: a opção entre comer com ou sem casca interfere na forma como o consumidor saboreia a fruta. Quando coloca o cumquat inteiro na boca, a casca doce e a polpa ácida chegam juntas, criando uma experiência de contraste que é justamente o que torna a fruta incomum. Para quem prefere um sabor mais definido, a opção sem casca vira a mais recomendada













