Um casal australiano de agricultores transformou o período difícil da pandemia em inspiração para inovar em sua fazenda. Adam e Claira Whipp plantaram um milhão de girassóis na propriedade. Antes, eles colhiam as flores para produzir óleo ou alimentar o gado, mas decidiram abrir a fazenda ao público depois de vários períodos de lockdown na região.
A estratégia funcionou: famílias e pessoas que publicam nas redes sociais viajam de longe para fotografar os girassóis, passar horas entre as plantas e levar flores para casa. O casal descobriu que a beleza do campo, antes restrita ao trabalho agrícola, desperta curiosidade e alegria nos visitantes urbanos.
Aberto ao público: girassóis viram piquenique
Os visitantes chegam com câmeras e drones para capturar imagens perfeitas. Adam Whipp relata que algumas pessoas passam até três horas entre os girassóis, tirando fotos e fazendo piqueniques nos campos dourados. A procura é tanta que o casal precisa “expulsar” os visitantes ao meio-dia para fechar as porteiras.
Os visitantes das cidades sofrem mais com as moscas típicas do ambiente rural, enquanto os agricultores locais caminham entre os insetos sem se importar. Claira Whipp destacou que a experiência permite conversar com as pessoas sobre a vida agrícola e explicar o trabalho no campo, que normalmente permanece invisível.
Da crise à colheita de ouro
Três anos antes de abrir a fazenda ao público, a família Whipp enfrentou secas prolongadas e o fracasso das plantações de canola. As estações seguintes foram melhores, e o acesso a água de irrigação a custo acessível ajudou a melhorar as condições da fazenda.
Moradores locais, como Greta Zegelin e Bronwyn Faisst, viajam até a fazenda por motivos variados: fotografar para as redes sociais, homenagear pessoas queridas ou simplesmente entrar em contato com a natureza. Bronwyn escolheu girassóis para deixar na tumba de sua mãe porque aprecia como as flores se erguem em direção ao céu.













