Uma interação de apenas três minutos com burros ou cavalos em miniatura pode provocar mudanças positivas no estado emocional de adolescentes.
É o que aponta uma pesquisa publicada na revista científica Scientific Reports, que investigou se o comportamento dos animais durante o contato poderia influenciar os efeitos psicológicos nos jovens.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Davis.
Durante o experimento, adolescentes foram colocados em um cercado com quatro animais: duas duplas formadas por mães e filhotes, sendo uma de mini burros e outra de minicavalos.
A orientação dada aos participantes era simples: demonstrar o máximo possível de carinho aos animais durante os três minutos de interação.
Como o estudo funcionou
Antes de qualquer contato, todos os jovens participaram de uma breve aula de dez minutos.
O objetivo era ensiná-los a identificar dois comportamentos específicos: o movimento dos lábios dos equinos, que indica afeto, e o afastamento, que indica falta de engajamento com o visitante.
Depois dessa preparação, os adolescentes entraram no cercado, e os pesquisadores mediram os níveis de ansiedade antes e depois do contato direto.
Após a interação, a ansiedade caiu, a tristeza diminuiu e a sensação de solidão também recuou.
O que surpreendeu os pesquisadores
Os benefícios emocionais não dependeram da reação dos animais aos adolescentes. Os ganhos psicológicos apareceram tanto quando os animais responderam com carinho quanto quando se afastaram.
Jovens que conseguiram estimular reações de afeto, como aumentar o movimento dos lábios dos equinos ao acariciar o pescoço deles, tiveram redução maior na solidão.
Por outro lado, quem testemunhou o afastamento do animal relatou uma queda mais na tristeza.
Poucos minutos foram suficientes para produzir mudanças
Rebecca Calisi-Rodríguez, professora associada de neurobiologia, fisiologia e comportamento na Universidade da Califórnia em Davis, relatou ao Washington Post ter ficado surpresa com a rapidez da resposta observada nos participantes.
Para a pesquisadora, o resultado chama atenção para a velocidade com que uma experiência de contato com a natureza e com os animais pode estar associada a alterações positivas no estado emocional.













