A ideia de conectar animais a redes de internet sem fio parece impossível, mas existe a possibilidade disso ajudar a salvar a vida de rebanhos. Pesquisadores estudam a possibilidade de equipar animais de fazenda com sensores que coletam dados e se comunicam entre si.
A Internet das Coisas funciona bem em centros urbanos, mas adaptar essa tecnologia a ambientes rurais desafia os cientistas, e o projeto não é apenas teórico. Na Suécia, o povo Sámi conectou suas renas a uma rede por meio de relés instalados em mochilas, que funcionam como pontes para a internet e permitem rastrear o rebanho.
Quando chegam a aldeias conectadas, os relés transmitem e-mail, acesso a conteúdo em cache e planos de aula para toda a rede de animais.
Proteção contra predadores na Austrália
Na Austrália, onde a criação de ovelhas é um grande negócio, cientistas planejam instalar sensores nas etiquetas de orelha dos animais para monitorar rebanhos e protegê-los de ataques. Greg Cronin, pesquisador de bem-estar e comportamento animal, trabalha com tecnologia para identificar quando ovelhas sofrem ameaças de predadores, sejam cães ferais ou nativos.
Cronin disse ao Smithsonianmag que, em algumas áreas, é quase impossível manter ovelhas por causa desses cães. Sua equipe testou rastreadores GPS e acelerômetros em colares de ovelha e desenvolveram sensores capazes de detectar mudanças de comportamento quando os animais estão sob ataque.
Se o sensor identifica o padrão certo, aciona um alarme para o criador intervir antes que o rebanho sofra danos. Sensores leves, possivelmente alimentados por painéis solares, reduziriam o desconforto dos animais e seriam adicionados às etiquetas que eles já usam.













