Vai faltar milho no Brasil, veja o que esperar!

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espiga de milho
Foto: Divulgação

Apesar do aumento na previsão da safra 2019/2020 pela Conab, analista vê os preços do cereal em alta até o ano que vem; Início de 2021 deve ter escassez de milho no Centro-Sul, diz analista.

O Companhia Nacional de Abastecimento revisou as projeções para a safra 2019/2020 de grãos. A entidade indicou produção total de soja em 124,8 milhões de toneladas e de milho em 102 milhões de toneladas, ambos volumes recordes. Apesar disso, de acordo com o analista da Terra Agronegócio, Ênio Fernandes, os preços dessas duas commodities devem continuar sustentados até o fim deste ano.

No caso da soja, “há um quadro de escassez, que promete prêmios robustos, principalmente para janeiro e fevereiro”.

Já o milho segue bem amparado pelas exportações aquecidas. Segundo Fernandes, os preços do milho só devem cair se o produtor resolver vender o que ainda tem de forma concentrada. “Se comercializarem escalonadamente, teremos preços sustentados”, diz.

O analista ainda deixa um alerta: por conta da pequena produção de milho na safra de verão, o cereal estará em falta no início de 2021, entre fevereiro e março, principalmente no Centro-Sul.

Segundo a Agrifatto

Com pouquíssimo milho ainda a ser colhido no Brasil, a desvalorização do cereal no mercado físico perdeu um pouco da força. Em São Paulo, a referência para negócios se estabeleceu próximo dos R$ 58,50/sc, reduzindo levemente em relação à ontem graças a queda do dólar. Na B3, o sentimento do mercado foi de maiores quedas para o futuro, isso por que o vencimento para novembro/20 encerrou o dia com queda de 0,96%, cotado a R$ 57,80/sc. 

Nos EUA, a cotação do milho fechou com uma leve queda de 0,28% no vencimento setembro/20, que ficou cotado a US$ 3,50/bu. A desvalorização do petróleo nos últimos dias aliado as previsões de chuvas nos dias vindouros deram ao mercado um leve baque sobre os preços do cereal.

Estimativa da Safra 2019/2020

Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou, nesta quinta-feira, 10, os números oficiais da produção de grãos do Brasil na safra 2019/2020. O volume total estimado passou de 253,7 milhões de toneladas no relatório anterior para 257,8 milhões de toneladas neste, aumento de 1,68%. O resultado representa também alta de 4,5% ou 11 milhões de toneladas em relação à temporada anterior.

O milho caminha para uma situação semelhante a da soja, chegando a mais de 102 milhões de toneladas, dependendo ainda das lavouras cultivadas na região de Sealba, além de Pernambuco e Roraima. A participação desses estados é de algo próximo a 1,7% no consolidado nacional. A primeira safra já foi colhida e a segunda está em finalização.

Com informações do Canal Rural, Agrifatto e Conab

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