Veja quem tem o preço do leite mais baixo do mundo

Veja quem tem o preço do leite mais baixo do mundo

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Foto: @amandaknielsen

Preço ao produtor de leite da Argentina é o mais baixo do mundo; Segundo os dados divulgados mostram que o Brasil está na sexta posição, veja!

Um relatório elaborado pelo Observatório da Cadeia Leiteira Argentina (Ocla), com base em dados de diferentes entidades internacionais, mostra que os produtores de leite argentinos são os que recebem menos pelo leite cru, levando-se em consideração os principais países produtores mundiais.

Segundo dados divulgados pela Ocla, o produtor de leite argentino recebeu, em média, 25,8 centavos de dólar em agosto. Além de ser um valor abaixo do ponto de equilíbrio que gira em torno de 30 centavos, é de longe o valor mais baixo: o Uruguai segue com 28,4 centavos.

Se for feita uma média entre os outros seis territórios pesquisados (Uruguai, Chile, Brasil, União Europeia, Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia), obtém-se um valor de 36,9 centavos. Em outras palavras, os produtores de leite argentinos recebem 30% a menos do que os produtores em todo o mundo.

Além disso, o preço atual na Argentina está 13,1% abaixo do ano passado. É o país com a maior variação negativa interanual, atrás do Uruguai (-6,8%) e dos Estados Unidos (-0,5%). Por outro lado, o Brasil mostra o maior aumento: 17,9%.

O problema é que a queda dos preços em moeda “forte” na Argentina ocorre justamente no momento em que o milho e a soja, principais insumos para a alimentação das vacas, apresentaram forte crescimento nos últimos dois meses.

Preços no Brasil

Desde o início de 2020, o preço do leite no campo apresenta alta acumulada real de 42,5% na “Média Brasil” líquida do Cepea. Esse avanço foi acentuado nos últimos três meses, quando os valores subiram 39,7% e a cotação do leite captado em julho e pago ao produtor em agosto chegou ao recorde de R$ 1,9426/litro na “Média Brasil” líquida (dados deflacionados pelo IPCA de agosto/20).

E, segundo pesquisas ainda em andamento do Cepea, a expectativa é de que o preço do leite captado em agosto e pago em setembro possa subir em torno de 10%, estabelecendo, portanto, um novo recorde real.

Compre Rural com informações do Cepea, Agrovoz e Equipe MilkPoint.

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