Vídeo: manejo do gado em tempos de escassez de água

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Veja dicas da Embrapa para o uso eficiente da água na propriedade que pode gerar maior economia financeira e bem-estar animal; Vídeo!

A pecuária é um dos setores que mais sofrem em períodos de escassez hídrica, o que afeta a produção de carne e leite. A falta de água reflete na diminuição da qualidade e quantidade de pastagem, redução das condições de bem-estar dos animais, dificuldade na manutenção das condições sanitárias de manejos, etc.

Para contornar a crise hídrica e realizar o melhor manejo e reaproveitamento da água na propriedade, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica alternativas para promover a eficiência do uso hídrico no cotidiano através de práticas e tecnologias que conservem a água em quantidade e com qualidade.

Muitas medidas têm baixo custo – ou até custo zero, já que envolvem apenas mudança de rotina e comportamento, como a raspagem do piso da sala de ordenha. Outras medidas envolvem, por exemplo, a substituição de mangueira de fluxo contínuo por modelo de fluxo controlado, manutenção do piso e programa de detecção de vazamentos.

A instalação de hidrômetros na propriedade para medir o consumo de água e de cisternas para captação da água da chuva são práticas que auxiliam para se conhecer os fluxos hídricos do sistema de produção e ter uma fonte alternativa de água, sustenta a Embrapa.

Sala de ordenha

O consumo de água na sala de ordenha é de alto volume, já que é necessário realizar a limpeza do piso e dos equipamentos utilizados durante o processo de ordenha. Contudo, para se evitar maior desperdício da água, pode-se ser realizado a raspagem do piso antes da limpeza.

Deve-se manter o fluxo de água sob pressão, aumentando o desempenho durante a lavagem. Além disso, depois da lavagem, a água da sala de ordenha poderá ser reutilizada como fertilizante para a pastagem.

Foto: Embrapa/divulgação

Pastagem

Uma nutrição correta, balanceada e bem formulada significa um consumo ajustado da água do bebedouro. Deve-se sempre avaliar a pastagem do rebanho, considerando o teor de sais minerais e proteínas na dieta animal, desta forma o gado irá consumir somente a quantidade de água que ele necessita.

Cisternas

A captação da água da chuva é uma das principais maneiras de economia hídrica. O pecuarista pode investir em sistemas de armazenamento de água, ganhando uma fonte alternativa de água na propriedade de forma simples e viável.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste Julio Palhares, o futuro será hidricamente mais desafiador para produção animal brasileira. Por conta disso, o pecuarista deve agir de forma preventiva.

“O quão grande será esse desafio depende de nossas atitudes agora. Se internalizarmos o manejo hídrico em nossos sistemas de produção e promovermos a eficiência hídrica de nossos produtos, superaremos o desafio de forma tranquila”, conclui.

Veja o vídeo:

Esse período de escassez hídrica tem impacto direto na pecuária, afetando a produção de carne e leite. O déficit hídrico tem reflexos na diminuição da qualidade e quantidade de pastagem, redução das condições de bem-estar dos animais, dificuldade na manutenção das condições sanitárias de manejos, etc.

Mas algumas medidas podem contribuir para minimizar os impactos das produções animais no consumo de água. O especialista Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, fala como o pecuarista pode ser mais eficiente no manejo de água na pecuária.

Compre Rural com informações da Embrapa e Canal Rural

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