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Essencial para o desenvolvimento do setor florestal e madeireiro brasileiro, Pinus é lucro certo

Apesar de originárias do hemisfério Norte, onde diferentes espécies proliferaram em terrenos distintos, prosperando tanto em climas subárticos quanto tropicais, as coníferas que compõem o gênero Pinus encontraram espaço de destaque no setor florestal das mais diversas regiões do planeta – e o Brasil, um dos líderes mundiais no setor das florestas plantadas, não é exceção.

PINUS

Hoje o país é um dos maiores produtores de pinus proveniente de florestas plantadas do mundo. Os plantios somam 1,6 milhão de hectares, de acordo com relatório anual 2016 da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), e se concentram na região Sul, com 42% dos plantios no Paraná e 34% em Santa Catarina, Estados de condições edafoclimáticas mais similares àquelas das terras de origem de algumas das principais espécies de importância comercial deste gênero.

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Especialistas apontam que o pinus foi – e continua sendo – essencial para o desenvolvimento do setor florestal e madeireiro brasileiro, especialmente na região Sul. “Após sua introdução pelas indústrias de celulose e papel, a indústria madeireira se desenvolveu a partir desse gênero e hoje o pinus é utilizado em toda a cadeia de produção”, explica Carlos Mendes, diretor executivo da APRE (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal). Além disto, a madeira de pinus tende a tomar lugar deixado pela madeira proveniente de espécies nativas na construção civil.

“O pinus é o principal gênero que proporciona inúmeros fins de industrialização, com valor agregado à madeira, principalmente para a indústria de móveis de madeira maciça, e também abastece as principais empresas fabricantes de embalagens do país. No Estado de Santa Catarina, é a principal fonte de madeira proveniente de floresta plantada para produtos de maior valor agregado”, relata o engenheiro florestal, Mauro Murara Jr., diretor executivo da ACR (Associação Catarinense de Empresas Florestais).

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No Rio Grande do Sul, por sua vez, o eucalipto predomina. Ainda assim, de acordo com a Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas Florestais), são 184,6 mil ha de plantios de pinus no Estado, com uma produção de 1,25 milhão de m3 de painéis reconstituídos e 1,07 milhão de serrados em 2014. Quanto à produção nacional, em 2015, de acordo com a Ibá, as florestas plantadas de pinus foram responsáveis pela produção de 8,34 milhões de m3 de celulose de fibra longa e papel, 6,86 milhões m3 de painéis reconstituídos, 3,67 milhões m3 de lenha industrial, com outros 23,46 milhões m3 destinados à indústria madeireira e 0,13 mi m3 para outros usos.

Todavia, apesar do papel histórico que o pinus desempenhou no Brasil, a Ibá explicita que seu plantio vem decaindo nos últimos cinco anos, a uma taxa média de 2,1% ao ano. A principal causa apontada para essa queda é a substituição constante desses plantios por eucalipto, especialmente no Paraná.

Fonte: Revista B. Forest / Edição 23

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