ALERTA: 66% dos produtores podem falir em maio

ALERTA: 66% dos produtores podem falir em maio

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Foto Divulgação.

66% dos produtores de flores e plantas ornamentais podem falir em maio, alerta Ibraflor. Segundo Instituto Brasileiro de Floricultura, setor deixou de faturar quase R$ 298 milhões devido à crise do coronavírus.

Estudo desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), em parceria com as cooperativas Veiling Holambra e Cooperaflora, aponta que 66% dos produtores do setor de flores e plantas ornamentais pode falir até maio devido à crise do coronavírus.

A projeção é feita com base nas perdas que das últimas duas semanas, de R$ 297,7 milhões, e dos efeitos da pandemia em abril, calculados em cerca de R$ 669,8 milhões. Também entra na conta o Dia das Mães, principal data para o setor, em que a estimativa é de um prejuízo de R$ 396,9 milhões.

Totalizando os três períodos, teremos deixado de vender cerca de R$ 1,364 bilhão. É esse o valor que necessitamos, sendo 30%, pelo menos, a curtíssimo prazo, para evitar a falência de produtores, transportadores e comercializadores”, explica Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor.

Segundo Schoenmaker, o desemprego pode atingir cerca de 120 mil pessoas nas áreas produtivas. Diante desse cenário, o levantamento foi enviado em carta ao assessor do Ministério da Agricultura, Sérgio Zen, com o apoio das principais lideranças do setor, que estão localizadas no município de Holambra, interior de São Paulo.

Leite: por conta de paralisação, produtores descartam 15 mil litros por dia

Na região de Serra Dourada, na Bahia, 15 mil litros de leite estão sendo descartados diariamente. Na última segunda-feira, 23, houve a suspensão da coleta do leite na área, porque não há mais venda de queijo. No momento, não há previsão de retorno da atividade.

O produtor de leite Ramiro Ledo confirma que a situação está difícil para a categoria. “A maioria dos moradores daqui vive disso, é a manutenção da família, de todas as suas despesas”, diz ele.

Outro problema, além do descarte, é a manutenção dos funcionários, já que as vacas continuam a produzir.

Ledo explica que os produtores locais estão tentando entrar em contato com outros laticínios para buscar saídas, mas ainda não houve resolução para o problema.

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