Alta do dólar ajuda a sustentar os preços da arroba

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

O mercado do boi gordo segue com o viés de alta sendo sustentado, principalmente pela escassez de boi gordo, mas também apoiado pela alta do dólar!

O mercado físico do boi gordo registrou preços firmes, seguindo o movimento da última semana e nesta terça-feira, 05, pelas principais praças pecuárias do país. O mercado do boi gordo segue com o viés de alta sendo sustentado, principalmente pela escassez de boi gordo, mas também apoiado pela alta do dólar!

Dentro desse cenário, a dinâmica do mercado se altera, de acordo com o amplo processo de desvalorização cambial, deixando a carne bovina brasileira mais competitiva, o que motivou alguns frigoríficos em São Paulo a pagar mais pela arroba do boi gordo. Agora, ressaltam as consultorias, o pecuarista precisa estar atento as escalas de abate.

Dentro dessa conjuntura, o mercado deve seguir ofertando mais, principalmente para os animais que atendem o padrão exportação. Sendo assim, quanto mais amplo for esse processo, maior a capacidade de alta das cotações nas próximas semanas, considerando a importância das exportações na formação de receita dos frigoríficos em 2022, apontou a agência Safras.

Para se ter uma ideia da magnitude desse fator na formação dos preços, os animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês ainda carregam ágio de cerca de R$ 30,00/@ na comparação com animais destinados ao mercado interno.

Segundo o App da Agrobrazil, o pecuarista de Martinópolis/SP, informou no dia de ontem, 05, negociação no valor de R$ 330,00/@ com o pagamento no prazo de 28 dias e o abate programado para o dia 18 de Julho. O app, ainda apontou que as escalas de abate seguem em média com cerca de 10 dias úteis nas praças paulistas.

A referência de preços ficou estável para o animal com destino ao mercado interno, nesta terça-feira, apontou a Scot Consultoria. Dessa forma, o boi, a vaca e novilha estão sendo negociados, respectivamente, em R$317,00/@, R$284,00/@ e R$304,00/@, preços brutos e a prazo.

Já o Indicador do Boi Gordo Cepea, ficou praticamente estável após a disparada na abertura da semana. Sendo assim, os preços fecharam com uma média de R$ 323,55/@ e acumula uma alta de 1,03% na comparação mensal. Já o preço em dólar, segue valendo US$ 60,01/@.

Segundo a Agrifatto, na B3 o movimento foi de valorização, o futuro com vencimento para jul/22 enfrentou uma variação diária de 0,26%, cotado a R$ 330,00/@. 

Brasil exporta US$ 6,2 bi em carne bovina no primeiro semestre

País vendeu carne para 32 países, com a China responsável por mais da metade do comércio da proteína. Entre os principais compradores, a China, desembolsou US$ 3,6 bilhões, alta de 86% no semestre.

 As exportações brasileiras de carne bovina registraram crescimento de 52% em receita no acumulado dos seis primeiros meses de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021. Os dados foram levantados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) e divulgados pela ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) hoje, 5. A Abiec reúne 39 empresas do setor no país, responsáveis por 97% da carne negociada para mercados internacionais.

De janeiro a junho desse ano, o faturamento com as vendas chegou a US$ 6,2 bilhões (R$ 33,4 bilhões na cotação de hoje), ante US$ 4,08 bilhões (R$ 22 bilhões) no mesmo período do ano anterior. Em volume, o aumento foi de 21,5%, passando de 874 mil toneladas em 2021 para 1,06 milhão de toneladas até junho desse ano. No mesmo período, o preço médio da proteína cresceu 25,1%, passando de US$ 4,6 mil (R$ 24,78 mil) a tonelada para US$ 5,8 mil (R$ 31,25 mi) por tonelada.

 “Os números mostram que a carne bovina brasileira ganha cada vez mais espaço no comércio internacional, graças não só à qualidade do nosso produto, mas também ao posicionamento do Brasil como um importante parceiro comercial de outras nações e não como competidor”, diz Antônio Jorge Camardelli, presidente da Abiec.

Giro do boi gordo pelo país

  • Em São Paulo (SP), a referência para a arroba do boi subiu e ficou em R$ 326.
  • Em Dourados (MS), os preços permanecem em R$ 300 na modalidade a prazo.
  • Em Cuiabá (MT)  e ficou em R$ 298.
  • Em Uberaba (MG), preços mantém-se a R$ 320.
  • Em Goiânia (GO), os preços foram indicados em R$ 305 a arroba.

Atacado da carne bovina, segundo Agência Safras

O mercado atacadista registrou preços acomodados. Segundo Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a alta dos preços, avaliando a entrada dos salários como motivador da reposição entre atacado e varejo. A ampliação dos valores envolvidos no Auxílio Brasil tende a estimular o consumo de produtos básicos, incluindo a carne bovina.

Dessa maneira, o quarto dianteiro do boi permaneceu a R$ 17,55, assim como a ponta de agulha seguiu cotada a R$ 17,10. Por fim o quarto traseiro ainda teve preço de R$ 22,65 por quilo.

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