Arroba dispara a R$ 285,00 e mercado volta a esquentar!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Os preços da arroba voltaram a subir, conforme indicado pelo Portal. Indústria paulista oferta mais pelo boi, já que escalas ficaram curtas!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta quinta-feira, 04, com fatores positivos confirmados – conforme indicado aqui pelo Portal – pecuarista paulista foi o mais beneficiado até o momento. De forma geral, com as boas margens dos frigoríficos, os preços começaram a reagir em muitas praças de comercialização, com o volume de animais ofertados passando a se adequar a uma nova realidade em termos de demanda e mais focada no mercado doméstico.

Segundo a Radar Investimento, depois de um movimento tão prolongado de queda já era esperado que as cotações iriam achar suporte em algum nível de preço e aparentemente esse nível foi dado pelas ótimas margens das indústrias no mercado interno que estão atualmente em linha com os melhores momentos da história para os frigoríficos.

A oferta de boiadas terminadas está minguando nas praças paulistas, o que forçou os compradores a ofertarem mais pela arroba do boi gordo na manhã desta quinta-feira (4/11). As escalas estão diminuindo, comparadas aos momentos em que atendiam cerca de 8-10 dias há algumas semanas, e hoje atendem, em média, 5 dias. 

A cotação do boi gordo subiu R$1,00/@ na comparação diária, negociado em R$263,00/@, preço bruto e a prazo, enquanto a cotação da vaca e novilha gordas ficou estável, negociadas em R$250,00/@ e R$258,00/@, respectivamente, nas mesmas condições. 

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 267,97/@, na quinta-feira (04/11), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 244,76/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 268,60@.

Ainda segundo o app, o preço em São Paulo já varia de R$ 261,00 a R$ 275,00. Segundo os pecuaristas de São Paulo, mais precisamente na praça de Presidente Bernardes, a Montalfrig, pagou R$ 285,00/@ à vista e com abate para o dia 07 de novembro, mostrando que as escalas estão apertadas na região.

O Indicador do Boi Gordo CEPEA, teve mais uma valorização e saltou para a casa de R$ 267,75/@ com uma alta de 4,32% e, segundo a instituição, o indicador já acumula uma alta de 4,14%. Esse fator contribuiu para que a arroba do boi brasileiro, negociada em dólar, subisse para US$ 47,68/@.

Com a primeira semana de nov/21 mais curta devido ao feriado prolongado, o mercado físico do boi gordo segue caminhando em um ritmo devagar, no entanto, a referência de preços continua a apontar para cima, não à toa os negócios em São Paulo já se concretizam próximo aos R$ 270,00/@, como referência.

Na B3, o contrato futuro de boi gordo com vencimento para nov/21 fechou o dia cotado em R$ 277,45/@, valorizando 1,48 % no comparativo diário.

Frigoríficos com escala apertada e margens positivas

A margem das indústrias nas máximas é um ótimo indicativo de que os preços do boi gordo caíram demais e estão excessivamente baratos, porém ela sozinha não conseguirá reverter essa tendência e jogar os preços para cima novamente.

Será necessário além disso que as indústrias voltem a sentir a dificuldade no preenchimento das escalas e que a famosa “caixa de ferramentas” esteja vazia. O mercado ter parado de cair já é um primeiro passo nesse sentido, no seu devido tempo os outros fatores acontecerão e o mercado voltará a ganhar sustentação. Com China ou sem China.

Observem no gráfico abaixo que mostra a relação entre o valor apurado pela venda da carne com osso no atacado e o preço pago pela @, quanto mais acima de 0 é o resultado, mais positiva é a operação para a indústria.

Sem China, exportação de carne bovina caiu quase 50% em outubro

As exportações brasileiras de carne bovina (fresca, refrigerada ou congelada) alcançaram 82,2 mil toneladas em outubro, queda de 49,5% ante igual período do ano passado, segundo dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita recuou 38,5% na comparação, para US$ 424,62 milhões. 

A queda já era esperada por analistas de mercado, porque a China, principal destino das vendas, está com as portas fechadas para a carne brasileira desde 4 de setembro, quando foram confirmados dois casos atípicos do mal da “vaca louca” no país, em Mato Grosso e Minas Gerais. Antes do embargo, o gigante asiático era destino final de cerca de 60% da proteína bovina exportada pelo Brasil. 

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 261 na modalidade à prazo, contra R$ 257.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 240,00, inalterada.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 262,00, estável.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 245, contra R$ 243.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 257 por arroba.
boiada no confinamento
Foto: Grupo Mantiqueira

Atacado

O mercado atacadista também apresenta sinais de firmeza. O ambiente de negócios passa a sugerir espaço para alta dos preços, mesmo que de modo comedido, principalmente nos cortes do dianteiro bovino, aqueles que sofreram as quedas mais intenso desde o início do embargo à exportação de carne bovina do Brasil para a China, de acordo com a Safras & Mercado.

“De qualquer maneira ainda há um grande volume de carne bovina estocada em câmaras frias aguardando um posicionamento por parte da China. A preocupação é que esse estoque precise ser disponibilizado no mercado interno caso demore ainda mais para a retomada das exportações”, alertou o analista.

Assim, o quarto traseiro ainda é cotado a R$ 20,40 por quilo. Quarto dianteiro permanece no patamar de R$ 13,30 por quilo. Ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13 por quilo.

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