Arroba tem explosão de preço e sobe mais de R$ 40/@

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Foto: Agropecuária CFM

Preços voltaram a trazer animo para o pecuarista, que agora limita a oferta de boiada e faz indústrias disputar a matéria-prima; Preços subiram mais de 40,00/@ em novembro!

Os preços do boi gordo mantiveram a trajetória de alta nessa sexta-feira, 12, as valorizações predominaram em todas as regiões produtoras, com os preços do boi gordo negociados acima de R$ 310 por arroba em algumas localidades. Os pecuaristas agora estão cadenciando as vendas dos lotes disponíveis, fazendo com que a indústria tenha que disputar a matéria-prima para tentar garantir as suas escalas de abate, que neste momento, segue nas mínimas dos últimos 12 meses.

Segundo análise dos dados, a média para o estado paulista foi a que mais apresentou valorização no mês de novembro, subindo mais de R$ 40,00/@ quando comparado ao fechamento do mês de outubro. É importante salientar que, historicamente, os preços em novembro são de 15% a 20% superiores aos de outubro.

Após a cotação do boi gordo subir R$24,50/@ ao longo da semana, R$19,50/@ da vaca gorda e R$24,00/@ da novilha gorda, parte dos compradores ficaram fora das compras nessa sexta-feira, tentando avaliar o mercado e aguardando o escoamento da carne no atacado nesse fim de semana prolongado.

O Indicador do Cepea, fechou a semana com uma valorização de 2,10%, fazendo com que o preço ficasse cotado a R$ 301,00/@, acumulando uma valorização de 17,08% no mês de novembro. Ainda dentro desse cenário, o boi brasileiro para a ser negociado na média de US$ 55,18/@.

Quando avaliado, os dados do Cepea, apontam que a arroba saltou de R$ 257,10/@ no último dia de outubro para o valor de R$ 301,00/@, como supracitado, apontando uma valorização R$ 43,90/@ no mês de novembroveja o gráfico abaixo. Dessa forma, espera-se que os preços voltem a bater recorde nesta semana!

Segundo as negociações informadas pelos pecuaristas ao longo desta semana as negociações variam de R$ 292,00 a R$ 310,00/@. A melhor negociação do dia ficou para a praça de Regente Feijó/SP, onde os animais foram vendidos por R$ 340,00/@ com 30 dias de prazo para pagamento e abate para o dia 13 de novembro.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 299,43/@, na sexta-feira (12/11), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 289,24/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 296,96@. E em Mato Grosso, a média fechou cotada a R$ 283,26/@.

Segundo a Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi, vaca e novilha gordos fecha a semana em R$292,00, R$270,00 e R$282,00, respectivamente, preços brutos e a prazo.

Segundo a IHS Markit, a segunda semana do mês do mês de novembro foi marcada pela consolidação de um forte movimento de alta nos preços da arroba nas principais praças pecuárias do País.

“A intensificação da busca por boiada gorda por arte dos frigoríficos, associada um quadro de oferta restrita, resultou em forte valorização dos animais prontos para abater”, relata a IHS.

Escalas de abate nas mínimas dos últimos 12 meses

Em um momento de oferta de boi gordo reduzida as escalas se mantêm curtas pelo país e a média nacional se encontra em 5 dias úteis, 1 a menos que na semana passada:

  • Em São Paulo, as indústrias fecharam a sexta-feira com 4 dias úteis já programados, recuo de 2 dias no comparativo semanal.
  • Em Tocantins a escala se manteve estável e os abates estão programados para 7 dias úteis.
  • Os frigoríficos sul-mato-grossenses possuem programações de abate em 6 dias úteis, mantendo a estabilidade no comparativo semanal.
  • Em Mato Grosso, as indústrias possuem 5 dias úteis programados, se mantendo estáveis ante a semana anterior.
  • Os frigoríficos mineiros e goianos fecharam a semana com 5 dias úteis programados, ambos com queda de 3 dias ante a semana passada.
  • Já as indústrias rondonienses encerraram a sexta-feira com as escalas estáveis quando comparado a semana passada, na casa dos 3 dias úteis preenchidos.

Segundo o gráfico abaixo, é possível observar uma das sustentações do movimento de alta nos preços da arroba. As escalas de abate estão nas mínimas, pressionando os frigoríficos a ofertar mais para garantir a matéria prima. Conforme a imagem abaixo é possível ver uma distância grande entre preço e dias da escala de abate.

Hora do pecuarista jogar

Apesar da ausência de novidades com relação ao retorno dos envios de carne bovina brasileira à China, o suporte nos preços reflete o encurtamento nas escalas de abate dos frigoríficos e uma resposta positiva dada pelo consumo doméstico de carne bovina, estimulado sobretudo pela reabertura do comércio (após o avanço da vacinação contra a Covid-19) e pela entrada dos salários no início do mês.

Do lado de dentro das porteiras, muitos pecuaristas passaram a reter ofertas de boiadas, para estimular novos avanços nas cotações da arroba, observa a IHS. “Depois de liquidar grande parte dos animais que estavam no cocho, os lotes que não haviam alcançado o peso ideal para abate foram realocados aos pastos”, informa a IHS, lembrando que grande parte das regiões de pecuária foram favorecidas pelos elevados volumes de chuvas registrados nas últimas semanas.

O foco dos produtores é tentar barganhar preços maiores visando mitigar prejuízos gerados pelas quedas acentuadas da arroba nos dois últimos meses, esclarece a IHS Markit.

Foto Divulgação.

Exportações e Atacado

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume médio de carne bovina in natura exportada pelo Brasil na primeira semana de novembro foi de 5,27 mil toneladas por dia, um avanço de 28,1% frente à média de outubro passado. No entanto, o desempenho está 37,2% inferior ao registrado em novembro de 2020, quando a China estava muito presente nas compras do produto brasileiro.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos subiram nesta semana. As vendas se mostraram ativas e regulares a ponto de permitir alta nas cotações, informa a IHS. A maior liquidez no atacado reflete um quadro de oferta mais regulada e consistência no varejo, sobretudo com a entrada da massa salarial.

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