Arroba tem forte recuo na primeira quinzena, confira!

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A semana chega ao fim marcada, mais um vez, pela pressão de baixa no mercado do boi gordo nas principais praças pecuárias e a tendência é de que o mercado siga pressionado.

A semana chega ao fim marcada, mais um vez, pela pressão de baixa no mercado do boi gordo nas principais praças pecuárias e a tendência é de que o mercado siga pressionado. Fato é que, neste momento, a grande oferta de animais terminados é fator determinante para a manutenção da pressão baixista no curto prazo. Confira abaixo o fechamento do boi gordo e como foram os abates no primeiro trimestre de 2022.

As exportações totais de carne bovina (somadas in natura e processadas), alcançaram 186.674 toneladas em abril, segundo informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados compilados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia. 

Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidos no país 6,91 milhões de bovinos no primeiro trimestre de 2022.

Em relação ao mesmo período do ano passado houve aumento de 4,9% na quantidade de bovinos abatidos e na comparação com o trimestre anterior, alta de 0,1%. Esse movimento reflete a fase atual do ciclo pecuário de preços, em que passamos a observar uma maior quantidade de boiadas sendo destinadas ao abate.

Nas praças de São Paulo, o cenário está na mesma toada dos últimos dias, com indústrias comprando paulatinamente, frente às escalas confortáveis, e pressionando as cotações para baixo.

Apesar da estabilidade de preços nesta manhã, para a semana que vem os preços podem variar em relação à referência e quedas não estão descartadas. A referência para o boi, vaca e novilha está em R$312,00/@, R$278,00/@ e R$307,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Para bovinos com destino à exportação os negócios giram em R$325,00/@.

Segundo o App da Agrobrazil, a média do valor da arroba na praça paulista fechou a semana com valorização, com a média ficando cotada a R$ 310,85/@. Estabilidade para as praças de Goiás e Mato Grosso, que estão sendo cotadas a R$ 282,36/@ e 297,40/@, respectivamente. Já a praça de Mato Grosso do Sul, teve uma leve queda na arroba e fechou o dia cotada a R$ 291,75/@.

Com o embargo de grandes indústrias e a dificuldade logística, o bovino jovem que atende ao padrão exportação também recuou. Negociação em Santa Cruz do Rio Pardo, interior paulista, teve valor de R$ 320,00/@ com pagamento em 30 dias e abate para o dia 30 de maio.

O Indicador do Boi Gordo – Cepea/Esalq, encerrou a primeira quinzena do mês com uma variação negativa de 2,21% na comparação mensal. Sendo assim, os preços fecharam a última sexta-feira cotados a R$ 327,45/@, conforme o gráfico abaixo. Ainda segundo a instituição, o valor da arroba em dólar segue cotada a US$64,79@.

Já no Sudeste de Mato Grosso, a boa oferta de boiadas resultou em queda para todas as categorias de bovinos destinados ao abate. Na comparação feita dia a dia, as ofertas de compra foram R$3,00/@ menores para o boi gordo e R$2,00/@ menores para as fêmeas. Boi, vaca e novilha estão sendo negociados em R$285,00/@, R$273,00/@ e R$277,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.

Por fim, a chegada de uma frente fria na próxima semana será mais um fator relevante de pressão de baixa sobre a arroba do boi gordo, uma vez que deve acelerar a deterioração das pastagens, principalmente em Mato Grosso do Sul e resultar em menor capacidade de retenção por parte do pecuarista.

Escalas seguem confortáveis para os frigoríficos

Os negócios no mercado físico do boi gordo seguem ocorrendo com boa fluidez, devido ao aumento da oferta de animais terminados a pasto e a frente fria que atinge as regiões sudeste e centro-oeste do Brasil. Em meio a pressão negativa exercida sobre os preços do animal, os frigoríficos mantêm as suas escalas de abate confortáveis e a média nacional se encontra próxima dos 10 dias úteis, sem alteração no comparativo semanal.

  • Em São Paulo, as indústrias fecharam a sexta-feira com 14 dias úteis programados, avanço de 2 dias no comparativo entre as semanas.
  • No Pará, as escalas de abate se encontram na média de 17 dias úteis, 3 dias de alta no comparativo semanal.
  • As indústrias em Tocantins estão com as escalas próximas dos 10 dias úteis, sem alteração ante a semana passada.
  • Os frigoríficos goianos e mato-grossenses encerraram a semana com as escalas na média de 9 dias úteis, ambos estáveis em relação ao registrado na última sexta-feira.
  • Em Minas Gerais, as escalas de abate recuaram 1 dia no comparativo semanal e se encontram próximas de 8 dias úteis.
  • As indústrias rondonienses e sul-mato-grossenses se encontram com as escalas de abate na média de 7 dias úteis, sem alteração ante o que foi visto na semana passada

Giro do boi gordo pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 320,00 a arroba.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 291,00.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou em R$ 288,00.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 290,00 por arroba.
  • Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 290,00 para a arroba do boi gordo.

Atacado do boi

No mercado atacadista, o dia foi de preços mais baixos para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com o consumo mais tímido ao longo da segunda quinzena do mês. “Além disso, os frigoríficos ainda se deparam com escalas bastante confortáveis, ou seja, isso também pode ser traduzido em aumento do estoque de carne. O padrão de consumo para 2022 ainda remente a uma maior demanda por proteínas mais acessíveis, a exemplo do frango e dos ovos”, disse ele.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,20 por quilo, queda de R$ 0,60. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 16,40 por quilo, queda de R$ 0,25. A ponta de agulha cedeu ao patamar de R$ 16,30 por quilo, queda de R$ 0,20.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1410 para venda e a R$ 5,1390 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1060 e a máxima de R$ 5,2090.

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