Arroba vai a R$ 272 e frigorífico vai pagar mais

Arroba vai a R$ 272 e frigorífico vai pagar mais

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Fato é que a demanda externa mantém arroba nas alturas; Para animais que atendem à demanda dos exportadores negócios em praças pontuais já sai por R$ 272.

Nesta terça-feira (20/10), as praças de São Paulo abriram o dia com alta nos preços do boi gordo. O valor máximo da arroba paulista atingiu R$ 270, a prazo, segundo negócios informados na Agrobrazil. Para animais que atendem à demanda dos exportadores, já ocorreram negócios pontuais em R$ 272/@, informaram os pecuaristas.

“Diante da oferta restrita de animais terminados, não há espaço para ajustes negativos nos preços do boi gordo e os novos negócios só são efetuados mediante valores maiores que as máximas anteriores”, relata a IHS Markit.

Em São Paulo – referência para outras praças do País –, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 267,69/@, nesta terça-feira (20/10), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 249,96/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 257,09/@.

Já o Indicador do Cepea, fechou cotado a R$ 266,45/@ e voltou a registrar preços com uma grande valorização, continuando a sua escalada recorde. Esse valor traz um grande otimismo ao mercado, já que muitos frigoríficos utilizam o valor como base para as negociações!

Segundo avaliação do mercado, atualmente, duas sacas de milho valem uma saca de soja. Entretanto, para que duas sacas de soja se iguale a uma @ do boi gordo, seria necessário que a arroba do boi fosse ao patamar de R$ 320, para que a conta voltasse a normalidade.

A oferta de animais terminados permanece restrita. A incidência de boi a termo e a utilização de confinamentos próprios oferece algum conforto para os frigoríficos de maior porte.

Na média das praças pesquisadas pela consultoria, as escalas de abate dos frigoríficos operam apertadas, atendendo entre três e quatro dia úteis.

Na avaliação do analista Yago Travagini, da consultoria, Agrifatto, “a expectativa de rompimento das 170 mil toneladas embarcadas ao longo deste mês de outubro continua em voga”, o que seria um novo recorde mensal para o setor.

Na bolsa de mercadoria B3, os contratos a termo de boi seguem sob forte viés altista, registrando movimentos predominantemente positivos no ontem. O contrato com vencimento para dezembro/20 registrou valorização diária de 3,6%, encerrando o pregão da segunda-feira a R$ 281,55/@.

“No entanto, as escalas de abate ainda respeitam a média de quatro a cinco dias úteis. No Brasil central também são evidenciados negócios acima da referência média, enquanto algumas unidades frigoríficas seguem indicando a possibilidade de ofertar férias coletivas devido ao encarecimento da matéria prima”, assinala Iglesias.

  • Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 266 a arroba, contra R$ 265 na segunda-feira, 19.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 262 a arroba, ante R$ 261,00.
  • Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores chegaram a R$ 258 a arroba, ante R$ 257.
  • Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 253 a arroba, estável.
  • Já em Cuiabá, no Mato Grosso, a cotação foi de R$ 248 a arroba, estável.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram acomodados. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios sugere por um movimento mais moderado de alta até a próxima virada de mês, algo natural em um período pautado por menor apelo ao consumo, resultando em uma reposição mais lenta entre atacado e varejo. “Para a virada de mês a dinâmica é outra, com a entrada dos salários motivando a reposição entre atacado e varejo”, destaca.

Com isso, a ponta de agulha seguiu em R$ 14,30 por quilo. O corte dianteiro permaneceu em R$ 14,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 19,50 o quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 5,6100 para venda e a R$ 5,6080 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5490 e a máxima de R$ 5,6280.

Compre Rural com informações da Agrobrazil, IHS Markit, Scot Consultoria, Cepea, Agência Safras, Agrifatto e Portal DBO

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