Arroba vai disparar nesta semana, veja os motivos!

Arroba vai disparar nesta semana, veja os motivos!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Os preços do boi gordo estão seguindo na toada da valorização, os atuais patamares não tem motivos para perderem a força, confira como ficará a arroba nesta semana!

Os últimos meses foram marcados pelo forte avanço da arroba, que encontraram suporte, principalmente, na baixa disponibilidade de animais terminados, o que limitou o avanço das programações de abate, emplacando, assim, pressão positiva sobre as cotações do boi gordo em todo território nacional. Essa semana será marcada por novas altas, veja os motivos!

O mercado brasileiro do boi gordo registrou mais uma semana de valorizações na arroba, com destaque para os fortes avanços  registrados em praças de São Paulo e de regiões do Centro-Oeste e Norte do País. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o início do mês de outubro está sendo pautado por um consistente movimento de alta nos preços da arroba do boi.

Fechamento da semana

Em São Paulo – referência para outras praças do País –, o valor médio para o animal terminado saltou de R$ 257,92/@ na quinta-feira (01/10), para R$ 257,71/@, nesta sexta-feira (02/10), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 242,86/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 250,43/@.

Já o Indicador do Cepea, voltou a registrar preços recordes nesta sexta-feira, atingindo o patamar de R$ 258,05 por arroba. Esse é o maior valor registrado desde que começou a ser analisado. Já o Boi Gordo, média a prazo, ficou cotado em R$ 258,46/@.

Segundo a Scot Consultoria, o boi comum está cotado em R$256,00/@, preço bruto e à vista, R$255,50/@,descontado Senar, e R$252,00/@ descontados Funrural e Senar. Estabilidade em relação a ontem. As ofertas melhoraram e as escalas avançaram, atendendo, em média, 6 dias, mesmo incompletas.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 01 de outubro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 259,00 a arroba, contra R$ 238,00 a arroba em 30 de agosto (8,4%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 245,00 a arroba, contra R$ 230,00 a arroba (6,5%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 255,00 a arroba, ante R$ 235,00 a arroba, subindo 8,5%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 252,00 a arroba, ante R$ 230,00 a arroba (9,6%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 245,00 a arroba, contra R$ 220,00 a arroba (11,36%).

Motivos para disparada no preço da arroba

Alguns motivos para a disparada do preço nesta semana precisam ser avaliados de forma mais clara, sendo que, diante do atual quadro, não há motivos para a desaceleração dos atuais preços praticados.

Diante disso, o primeiro ponto de sustentação está na menor oferta de animais para abate, um verdadeiro “apagão” da boiada. Lembrando que essa situação se arrasta desde meados de junho e deve continuar até o próximo ano, diante do ciclo pecuário atual. Sendo assim, chegamos ao segundo ponto, escala de abate.

Segundo a Agrifatto, as escalas de abate encerraram os primeiros dias outubro mais ajustadas, a indústria segue em “queda de braço” para preencher a programações de abate e as escalas giram em torno de 5 dias úteis. E essa preocupação nos leva ao terceiro ponto, demanda pela produto na ponta da cadeia.

O mercado externo segue aquecido, apesar de algumas reduções nos volumes importados pela gigante asiática, o Brasil está abrindo novos mercados, como o do Japão. Já no mercado interno, que representa 70% do consumo da carne produzida, verá nos próximos dias o pagamento dos salários e auxílio emergencial, proporcionando maior poder de compra e consumo do produto. Além desses fatores, temos a retomada das atividades com o fim do isolamento social.

Como esperado, o final desta semana foi marcado pelo maior escoamento dos cortes bovinos para os atacados nacionais, reflexo da entrada de massa salarial de parte da população consumidora na virada do mês.

Expectativas para o boi e milho no último trimestre

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,6630 para venda e a R$ 5,6610 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6090 e a máxima de R$ 5,6880. Na semana, o dólar acumulou alta de 1,93% frente o real.

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