Arroba volta ao recorde de R$ 310 e frigorífico em alerta

Arroba volta ao recorde de R$ 310 e frigorífico em alerta

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Foto: Governo de Mato Grosso

A grande dificuldade de repassar as altas de preço ao consumidor trazem alerta para o mercado interno e recorde para o boi com padrão exportação!

Os preços da arroba voltaram encerraram a abertura da semana, dia 01, com valores voltando ao recorde de R$ 310,00 e, segundo análise, foi reestabelecido um novo patamar base de preço para os valores envolvendo as negociações da pouca oferta de boi gordo que existe disponível na praça. O destaque volta a ser o Boi China com a valorização do dólar e o retorno da China as compras de forma mais efetiva!

Os preços do boi gordo seguem firmes em praticamente todas as praças brasileiras, sem que haja espaço para uma pressão de baixa mais consistente por parte dos frigoríficos. Frigoríficos com destino a exportação conseguem melhores margens para as negociações.

Segundo a Scot Consultoria, as programações de abate estão curtas e atendem, em média, três dias. O boi gordo está apregoado em R$300,00/@, preço bruto e a prazo. Os negócios para vaca e novilha gordas estão ocorrendo em R$282,00/@ e R$294,00/@, respectivamente, nas mesmas condições. 

As cotações parecem ter encontrado um teto de R$ 300,00/@ para o boi gordo, de forma geral. Entretanto, quando o assunto é o Boi China, esse encontra um ágio de até R$ 10,00/@ a depender do tamanho lote, distância do frigorífico e qualidade dos animais.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 303,86/@, na segunda-feira (01/03), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 289,79/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 288,18/@.

Já o Indicador do Cepea, assim como toda segunda-feira, apresentou desvalorização e recuou para o patamar de R$ 299,80/@ nas praças paulistas, essa que é referência para as demais praças.

Já no mercado futuro, o boi continua decolando. Na B3, o vencimento mais negociado (maio/21) registrou alta de 1,75% e ficou cotado a R$ 296,20/@. O dólar rompendo os R$ 5,60 e a melhora no volume exportado das últimas semanas abriram espaço para novos avanços.

 Na avaliação da Scot Consultoria, além da baixa disponibilidade de animais terminados, outro fator que pode ajudar a manter o valor da arroba nas alturas é uma eventual melhoria na demanda de carne bovina, puxada pela entrada do salário neste início do mês e pela retomada mais consistente das exportações, depois que a China voltou ao mercado comprador de proteína vermelha.

Atualmente, o foco das indústrias é tentar contornar os eventuais prejuízos gerados pelo forte encarecimento da matéria-prima (boiadas gordas) e à dificuldade em repassar esse aumento explosivos nos custos operacionais aos consumidores finais de carne bovina.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Boi gordo ficou em R$ 305 em São Paulo;
  • Boi gordo ficou em R$ 292 em Goiás;
  • Boi gordo ficou R$ 304 em Minas Gerais;
  • Boi gordo ficou R$ 287 em Mato Grosso do Sul;
  • Boi gordo ficou R$ 296 em Mato Grosso.

Atacado

O atacado inicia a semana em queda, consequência de uma fraca reposição entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena de fevereiro. Mesmo a entrada dos salários na economia parece insuficiente para alterar essa dinâmica de mercado, com um processo de transferência da demanda para a carne de frango.

Corte traseiro foi precificado a R$ 19,30, por quilo, queda de R$ 0,20. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 15,40, por quilo. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 15,40, por quilo.

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