Boi gordo vai consolidando arroba na casa dos R$ 320

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Foto: Fazenda São Lourenço

Segundo casas de análises o mercado do boi gordo vem ganhando força ao longo das últimas semanas; o preço do boi gordo permaneceu firme próximo aos R$ 320,00/@

Segundo a SCOT Consultoria a proximidade com a virada do mês, associada à expectativa de melhora no escoamento da carne, desenham um quadro otimista da demanda. Do lado da oferta, o volume de animais confinados está ligeiramente melhor, mas não de forma abundante, levando os frigoríficos a aumentarem as ofertas de compra para manutenção das escalas de abate.

Com a chegada da massa de ar polar em grande parte do Brasil, o receio com os impactos das geadas sobre as pastagens cresceu em todo o centro-sul brasileiro. Ainda assim, o preço do boi gordo permaneceu firme próximo aos R$ 320,00/@ para os animais com tipificação para exportação. Na B3, o contrato futuro com vencimento para outubro/21, fechou a terça-feira cotado a R$ 327,05/@ nesta terça-feira, valorizando 0,49% no comparativo diário.

No mercado atacadista de carne bovina em São Paulo, o cenário permanece inalterado devido ao baixo consumo. A proteína bovina sofre com a concorrência das outras proteínas de valores mais acessíveis ao bolso do consumidor. Com isso, o preço da carcaça casada bovina segue estável, negociado a R$ 19,30/kg. Os atacadistas seguem de olho na comercialização para o início de agosto/21 e para o dia dos pais.

No Sudeste de Rondônia, com as ofertas tímidas e as escalas encurtando, atendendo, em média, três dias, os frigoríficos da região abriram as compras ofertando R$1,00/@ a mais para o boi gordo, que ficou cotado em R$303,00/@, considerando o preço bruto e a prazo, R$302,50/@, com desconto do Senar, e R$298,50/@, com desconto do Funrural e Senar.

Nas avaliações das consultorias, cresce a expectativa para o aumento de oferta de boiadas diante da chegada de uma nova frente fria no Centro-Sul do País. Segundo a IHS Markit, com escalas relativamente mais confortáveis, as indústrias frigoríficas planejam o ritmo de aquisições de boiadas a ser adotado ao longo dos próximos dias, movimento típico do início da semana.

Nesta semana, a expectativa é de aumento da oferta de boiada gorda em função das previsões de temperaturas extremamente baixas no Centro-Sul do País, observa a IHS.

“Os pecuaristas se preparam para enfrentar outro episódio de adversidade climática, o que pode impactar ainda mais os já elevados custos de produção”, avalia a consultoria.

Os pecuaristas buscam manter firmes os preços dos animais terminados, enquanto as indústrias tentam compor escalas de abate para a primeira semana de agosto forçando para baixo as cotações vigentes.

Segundo a IHS, com a dificuldade em engorda os seus animais, as propriedades de pequeno e médio porte já relatam a necessidade de ofertar os seus lotes de animais de maneira precoce, caso não haja mais espaço em boiteis.

No entanto, mesmo com a possibilidade de aumento de oferta de boiadas, os preços da arroba tendem a permanecer estáveis, conservando a rentabilidade dos produtores, acredita a IHS.

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos, assim como do couro e sebo industrial, permaneceram estáveis. A demanda dos consumidores por proteína bovina segue bastante lenta e instável.

As buscas por reposição de estoques de carne bovina também não registram reação, visto que a oferta segue maior que a demanda.  

Neste cenário, os preços no varejo enfrentam pressões baixistas. Não há esperança de maior consumo até a chegada da primeira semana de agosto, prevê a IHS Markit.

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