O ciclo economicamente viável do cacaueiro é de cerca de 20 anos, podendo chegar a 30 anos em ambientes favoráveis.
O envelhecimento das plantações de cacau nas principais regiões produtoras ameaça restringir a oferta global da commodity e pressionar as cotações nos próximos anos, aumentando a necessidade de renovação de cacauais para sustentar a produtividade. A avaliação consta de informações apresentadas no podcast “Do Cacau ao Futuro”, da Nestlé.
Segundo o consultor Roberto Lessa, o ciclo economicamente viável do cacaueiro é de cerca de 20 anos, podendo chegar a 30 anos em ambientes favoráveis. Para evitar quedas acentuadas de produtividade, a recomendação é renovar aproximadamente 10% da área cultivada por ano. O cenário é considerado crítico na Costa do Marfim, maior produtora mundial, onde a taxa de senilidade das lavouras alcança 85%. “Há necessidade de incorporar entre 1,8 milhão e 2,2 milhões de hectares de cacau de alta performance no mundo para compensar a perda de rendimento das áreas mais velhas”, afirmou Lessa.
No Brasil, especialistas avaliam que o quadro reforça a urgência de investimentos em genética, assistência técnica e modernização das propriedades. O diretor de Agricultura da Nestlé Brasil, Carlos Soares, e o supervisor agrícola da empresa, Matheus Leite, destacaram a importância do apoio a boas práticas agrícolas e da disseminação de tecnologia no campo. Como exemplo de ganhos de produtividade, a Fazenda Vila Opa registrou que, em áreas degradadas, a produção variava de 150 a 200 quilos por hectare, enquanto quadras renovadas e com manejo adequado chegaram a 4.450 quilos por hectare, com apoio do programa Nestlé Cocoa Plan.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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