Clima seco chegando, tome cuidado com as queimadas

Clima seco chegando, tome cuidado com as queimadas

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Foto: Felipe Gatto/Arquivo Pessoal

Clima seco alerta contra as queimadas, além do risco de incêndio e de prejuízos ao meio ambiente, prática provoca aumento das doenças respiratórias.

O tempo seco dos últimos dias já fez crescer o número de queimadas no interior de São Paulo. Entre a manhã de domingo, 16, e a madrugada desta segunda-feira, 17, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram 77 focos de incêndio em mato espalhados pelo interior.

Em época de tempo seco, o agricultor precisa redobrar a atenção. Uma simples fagulha na palhada pode provocar um acidente grave ou uma enorme perda na safra. No Mato Grosso, por exemplo, onde a média de temperatura é de cerca de 35ºC, entre julho e setembro, pelo menos dois incêndios prejudicaram propriedades rurais na última semana.

Esses números alertam para os próximos meses, que a incidência de chuvas diminuem praticamente a zero. O fogo é aliado do produtor no momento da conversão da área de vegetação nativa para o cultivo ou criação. Depois, passa a ser o inimigo número 1, porque a gente precisa de matéria orgânica no solo e de palhada para o plantio direto. Se o fogo entra na propriedade, só traz prejuízos: queima a matéria orgânica, a produção e até máquinas e benfeitorias.

Para João Bernardes, pecuarista e presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso, mesmo a pecuária extensiva, que durante muito tempo utilizou o fogo para renovação de pastagem, hoje, com os pastos plantados, não tem mais necessidade de usar a queima como manejo. “A braquiária, na seca, é feno em pé: serve de volumoso para alimentar o gado, com suplementação mineral no cocho.” No Pantanal, porém, onde as pastagens são nativas, Bernardes vê a queima controlada como importante técnica de manejo em benefício da produção. 

Qualquer faísca pode causar um problema grave nesta época do ano. A máquina colhendo pode causar atrito e o fogo. Por isso, é importante fazer a revisão do maquinário todos os anos. Para evitar o fogo, o agricultor toma também outras precauções: “Cuido o ‘lado’ do vento para colher e, de preferência, trabalho do meio para o final da tarde, quando o sol começa a baixar e a possibilidade de controlar o fogo é maior”.

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