Como deixar seu curral novo com menos de R$ 100, vídeo!

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Foto: @if.arqurb

Pensando em dar uma manutenção no seu curral? Confira abaixo o vídeo que explica como conservar e deixar seu curral novo com menos de R$ 100,00!

A manutenção do curral é de grande importância para conservar, de forma geral, a estrutura que tem custo elevado para ser implementado na propriedade. Diante disso, buscamos sempre trazer inovações que possam, de forma barata, permitir que toda propriedade possa fazer a manutenção desse sistema. Confira abaixo o vídeo que explica como conservar e deixar seu curral novo com menos de R$ 100,00!

O curral é essencial para facilitar e agilizar o trabalho dos funcionários da fazenda, principalmente para evitar acidentes de manejo. Sabemos que um curral em péssimo estado de conservação pode causar sérios problemas aos colaboradores e aos animais envolvidos durante o manejo.

Componentes de um curral de manejo

Independente do tamanho ou formato, sempre se considera 1,9 m² por animal, uma vez que a propriedade trabalhe com várias categorias. Mesmo que se privilegie agilidade do manejo, fatores antiestresse ou tradição, não podem faltar:

Curraletes

São locais onde os animais permanecem em espera. Comunicam-se entre si e possuem um corredor de circulação (ou diretamente com a seringa) e um apartadouro.

Corredor de circulação

Facilita o encaminhamento dos animais ao pasto ou curraletes para a seringa e também de um curralete a outro.

Seringa

Encaminha os animais ao tronco de contenção ou ao embarcadouro. É recomendável que área tenha formato de trapézio retângulo (um lado com âgulo reto – 90º), semicircular ou ¾ de círculo.

A forma de retângulo ou trapézio com ambos os lados angulados, dificultam o manejo, pois os animais podem se comprimir para entrar no tronco, causando lesões e acidentes.

A seringa em curva, com porteira e cerca de réguas justapostas (sem espaçamento), é a mais efetiva, pois leva os animais a enxergar o tronco como única rota de fuga.

A porteira da seringa não pode ser utilizada para empurrar. Se um animal se virar, ele precisa de espaço para retornar à posição de entrada. Logo, ele precisa, no mínimo, de ¾ de área de seringa.

Embarcadouro

Geralmente em rampa e com saliências no chão – para impedir escorregões – são utilizados para embarcar os animais em veículos ou mesmo desembarcá-los.

Dê preferência a modelos com cercas sem espaçamento entre as réguas, de modo a impedir a visualização da área externa pelos animais e prefira modelos que possuam uma passarela lateral. Ela facilita a atuação do manejador.

A localização pode ser diretamente na área de serviço ou na entrada do tronco, conforme a disposição do curral.

Tronco coletivo (opcional)

Pode ser em curva ou reto, destina-se a encaminhar os animais ao tronco de contenção individual ou balança. É utilizado para serviços como vacinação ou vermifugação injetável.

Recomenda-se a construção de uma passarela do lado de dentro da área de serviço, desde o início da seringa até o tronco coletivo, de forma que o vaqueiro possa ver a movimentação e ter acesso ao gado.

O ideal é trabalhar com no máximo dez animais. Troncos coletivos em curvas com paredes sólidas facilitam e agilizam o trabalho.

A curva faz os bovinos imaginarem que estão retornando de onde vieram, estimulando seu avanço contínuo, e impede que vejam o tronco de contenção. Quando se trata de categorias de animais mais jovens, uma estrutura menor também é bem-vinda.

Tronco de contenção individual

Com braços de imobilização e portões de acesso ao animal, ele fica localizado logo após o tronco coletivo. Permite tratamento individual como castração, diagnósticos de gestação, IATF, marcação a fogo e identificação convencional ou eletrônica.

Existem modelos que são os de “balança-tronco” (integrando balança eletrônica e tronco), que são os melhores para realizar pesagens, agilizar o manejo, reduzir a área de serviço e dar mais espaço a outros setores do curral, quando bem planejado.

Indicador de pesagem (balança eletrônica)

Destina-se à pesagem em grupo ou individual do rebanho. Sua localização varia conforme o modelo de curral.

A pesagem individual e eletrônica é sempre mais adequada, principalmente em modelos de exploração onde é preciso acompanhar com frequência o desenvolvimento ponderal dos animais.

Apartadouro

Direciona os animais para diversos curraletes depois da passagem pela área de serviço.

Porteiras

De ferro ou de madeira, com 1,8m de altura, é desejável que abram para os dois lados, assim adequam-se a qualquer modelo de curral. Precisam ser resistentes, com feches e dobradiças reforçadas.

Área de serviço

É formada pela combinação de diferentes componentes. Precisa permitir um bom fluxo do gado e fácil acesso dos colaboradores. Sua disposição leva em conta direção de entrada e saídas dos animais; tamanho e tipo da seringa, tronco coletivo, tronco de contenção, balança e localização do embarcadouro.

É fundamental que seja coberta, para ser utilizada em qualquer condição de clima. Um curral bem planejado é fundamental para a maximização de resultados dentro da fazenda.

Foto: VFLBrasil

Tronco de Inseminação Artificial

Utilizado para IATF (inseminação artificial em tempo fixo), diagnóstico de gestação e avaliação de carcaça. Objetiva conter as fêmeas individualmente. Fechado na frente, por cima e nas laterais, facilita o serviço e reduz consideravelmente o estresse da matriz.

Aliás, estresse e excitação em demasia são os principais vilões da taxa de prenhez. O tronco pode ser um (em linha) ou para mais animais (paralelos), em geral com uma saída, quando da existência de tronco coletivo.

Conclusão

Não existe uma planta de curral de manejo única que sirva para toda e qualquer propriedade, mas com esse post, agora você já sabe o que não pode faltar. Mãos à obra!

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