Confinamento de gado, veja os tipos e vantagens

Confinamento de gado, veja os tipos e vantagens

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Foto Divulgação

O confinamento tem aumentando no Brasil, seja no corte ou leite, a alternativa é excelente para intensificação da produção e aumento do lucro!

O confinamento de gado vem sendo utilizado cada vez mais no Brasil. Hoje, representa uma alternativa viável para muitos pecuaristas. Quando olhamos para o lado da pecuária de corte, só em 2019, teremos mais de 5 milhões de animais confinados. Já na pecuária leiteira, o número de propriedades com produção em algum tipo de confinamento é crescente a cada ano, visto que temos a redução no número de animais e aumento na produção.

Animais com alto potencial genético estimulam os interessados neste sistema de produção. O sucesso da atividade depende não só do investimento financeiro, mas também de cuidados com infraestrutura e manejo dos animais, além do mais importante: a gestão!

Você vai acompanhar nessa matéria, algumas abordagens para que você que ainda não utiliza esse sistema, possa conhecer melhor as vantagens de cada um deles, seja corte ou leite, e para os que já estão lucrando com esse sistema, veja os pontos que podem ser melhorados. Iremos abordar:

  • O que é confinamento de gado?
  • Vantagens do confinamento de gado
  • Tipos de confinamento para bovinos de corte
  • Tipos de confinamento para gado de leite

O que é confinamento de gado?

Confinamento é um tipo de sistema de criação de gado. Nele, o gado é separado em lotes e criados em área restrita (piquete, curral, baia). Os animais são alimentados por meio de cochos, com dieta balanceada, buscando-se melhores resultados produtivos.

Vantagens do confinamento de gado

Uma das vantagens em se investir em confinamento é aumento da eficiência produtiva. Quando criados confinados, tanto gado de leite como o de corte tem uma capacidade de produção maior quando comparado ao sistema de criação a pasto.

Assim, no gado de leite pode-se aumentar a produção de leite das vacas e no gado de corte encurtar o tempo necessário para o abate.

Como no confinamento o gado utiliza área menor da propriedade, as demais áreas podem ser utilizadas para outros fins, como cultivos para a fabricação da ração dos animais. Ou ainda, para pecuaristas que trabalham com mais de uma categoria, a liberação de áreas de pasto significa maior ganho produtivo.

Tipos de confinamento para bovinos de corte

Para gado de corte, o confinamento pode ser classificado em:

Confinamento a céu aberto

São construídos curraletes para confinar, com 8 a 20 m² por bovino. Cada curralete é provido de comedouro para volumoso (forragens), cocho e bebedouro. Os cochos devem ser alocados ao longo das cercas.

Nesta instalação somente os cochos de sal são cobertos. Todavia, boa parte dos confinamentos brasileiros não possuem cochos cobertos devido ao elevado custo. Na frente dos cochos deve haver uma área pavimentada.

Existe divisórias entre os curraletes, que podem ser de madeira. Deve-se fazer pontos de sombreamento para o gado, utilizando-se de árvores por exemplo.

Confinamento parcialmente coberto

Apresenta características parecidas com o tipo curral a céu aberto. Porém, tem uma área coberta para os animais, sendo que esta área pode ser junto aos cochos.

Galpão fechado

Esta instalação, como o nome revela, é um galpão fechado com área de 3 a 5 m² por animal. Também possui comedouro para volumoso, sal mineral e bebedouro.

Apesar de ser um sistema que possibilita melhor controle de doenças e do ambiente em si (umidade, temperatura, etc.), não é largamente utilizado no Brasil por ter elevado custo e necessitar de muitos equipamentos e mão-de-obra qualificada.  É mais utilizado em países de clima temperado, onde é possível ter um maior controle do ambiente.

Tipos de confinamento para gado de leite

O tipo ideal de sistema de confinamento depende da realidade de cada propriedade. São exemplos de sistemas de confinamento:

Tie Stall

Neste sistema, as vacas são confinadas durante todo o período produtivo. Este sistema é utilizado para pequenos rebanhos que possuem alta produtividade.

É composto por baias lado a lado, os animais ficam presos por correntes no pescoço e recebem alimentação no cocho. É comum em regiões de clima frio.

Geralmente, as vacas ficam soltas durante a ordenha, quando podem andar. Contudo, esse método já não é mais utilizado devido à preocupação com o bem-estar dos animais.

Fonte: gea.com

Loose Housing

No Loose Housing as vacas possuem local coletivo de terra batida ou concretado para repouso. O chão é coberto por uma cama, que pode ser uma cama de esterco desidratado, palha de arroz, areia ou outros materiais. A alimentação e a ordenha ocorrem em galpões ou área separadas.

Apesar de confinados, nesse sistema os animais ficam em áreas livres onde podem expressar seu comportamento natural (andar, correr, deitar) com área coberta para proteção contra chuva, ventos e Sol forte.

Fonte: svswcd.org

Free-stall

No Free Stall as vacas ficam soltas em uma área cercada, com parte dividida em baias individuais. As baias são delimitadas e a cama pode ser de diversos materiais, como serragem, colchões, areia, etc.

Este sistema foi muito recomendado e por isso se tornou popular entre os produtores de leite.

Fonte: http://steinwayequipment.com/

Compost Barns

Os Compost Barns são um tipo de instalação para confinamento de vacas em lactação. Apresenta menor custo de construção que outros modelos e está sendo implantado por produtores rurais brasileiros. Além de proporcionar aumento na produção, o método garante saúde e bem-estar aos animais dentre várias outras vantagens que você pode conferir nesse post.

Compost Barn é a denominação de um espaço físico coberto. Neste local as vacas leiteiras podem descansar durante todo o ano e ocorre a compostagem do material da cama. A tradução mais literal do termo é celeiro de compostagem.

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Compre Rural com informações do Tecnologia no Campo

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