Conheça o manejo e sistemas de pastagens mais usadas no Brasil

PARTILHAR
Como ter sucesso da Estação de Monta
Foto: Divulgação

As pastagens na pecuária de corte são essenciais para a produtividade brasileira; veja os cuidados para suas pastagens não sofrerem com a degradação

Por Pâmela Pontes* –– A criação de gado é uma atividade extremamente importante para a economia do nosso país. Dados do IBGE mostram que nosso rebanho comercial é o maior do mundo, no último senso foram registrados mais de 200 milhões de cabeças. Importante ressaltar também que exportamos para vários países e ainda abastecemos por completo o nosso mercado interno.

Todos os produtores sabem que é na alimentação que estão os maiores custos para a criação de gado seja ela de leite ou de corte. E além, do da manejo alimentar temos influência direta no desenvolvimento dos animais e no resultado da criação. As pastagens podem ser compostas, por exemplo, por leguminosas ou gramíneas. Na alimentação de animais, a segunda opção é a mais utilizada. Além disso, podem ser verdes ou secas. Quanto às espécies presentes, podem ser classificadas de três formas, sendo elas pastagem natural, nativa ou artificial (cultivada).

Manejo ideal da pastagem

O aumento da produtividade do rebanho pode ser conseguido através das pastagens, dado que elas são a principal e mais econômica fonte de alimento para os animais. Dessa forma, torna-se crucial saber manejá-las. Manejar pastagens significa empregar técnicas com o objetivo de obter mais quantidade de forrageiras por área, sem que o desenvolvimento delas sejam prejudicados e sem que o solo sofra com esse processo.

O principal objetivo de manejar as pastagens é obter uma produção constante de capim por área ou seja promover alimentação de qualidade para o rebanho em quantidade suficiente e evitar a degradação do pasto.

Resumidamente ao realizar o manejo de uma pastagem, o criador deve pensar em vários aspectos como produção e qualidade da forrageira produzida, consumo animal, sistema de pastejo, equilíbrio na composição botânica do pasto, correção e fertilização do solo ao formar e manter pastagens.

Sistemas de Pastagem

A administração das pastagens deve ser feita pela adoção de um sistema de pastagem, que buscar solucionar o problema das plantas e dos animais. Caso não haja equilíbrio, as duas partes sairão prejudicadas: os animais precisam das folhas para se alimentarem; porém, sem folhas, as plantas não se desenvolvem.

Sistema de pastejo contínuo

Nesse sistema, utilizado em áreas com pastagens nativas ou naturais, os animais são deixados na mesma área de pastagem durante todo o ano. Porém as taxas de produtividades são menores comparadas com o outro sistema.

Sistema de pastejo rotacionado

De forma contrária ao sistema contínuo, as pastagens são divididas e os animais permanecem em uma dessas partes por um período determinado. Após o fim desse período, são direcionados a outra divisão da pastagem, deixando a área utilizada descansar para que ela possa recuperar sua produtividade.

As pastagens são compostas por plantas forrageiras, que podem ser variadas. Cada criador deve ter em mente o tipo e a fase da criação em que os animais se encontram para definir qual a melhor forrageira para o seu pasto. Sendo as principais:

  • Marandu ou Brachiarão (Brachiaria Brizantha);
  • Brachiaria Decubens;
  • Brachiaria Humidícola;
  • Brachiaria Ruziziensis;
  • Capim-mombaça (Panicum Maximum).

Para formar uma pastagem, não há muito segredo. Em primeiro lugar, é preciso escolher uma pastagem que tenha sabor agradável aos animais, evitando que eles consumam menos do que o necessário. Geralmente, dão preferência a capins com muitas folhas e pouco colmos.

Após preparar o solo, é hora de plantar as sementes. Recomenda-se plantá-las preferencialmente na época das chuvas, distribuindo-as uniformemente e em sulcos ou plantio direto. Por fim, é preciso cuidar do manejo com as plantas para que consigam se desenvolver satisfatoriamente.

As pastagens podem sofrer com a degradação, que afeta sua produtividade e, consequentemente, provoca prejuízos aos animais que se alimentam delas.

Dentre as principais causas da degradação, temos:

  • Plantio de espécies que não conseguem se adaptar ao clima e ao solo da região onde foram plantadas.
  • Má formação inicial, causada por problemas.
  • Erro no manejo das culturas.
  • Erros no manejo animal.

Prática incorreta da conservação do solo e uso prolongado do pastejo. Ao observar os problemas listados acima, fica fácil perceber quais medidas podem ser adotadas para evitar a degradação de pastagens.

Após todas essas informações, é notório que, para reduzir os custos na criação de bovinos, o produtor deve cuidar de suas pastagens. Nas últimas décadas, têm sido formados, anualmente, no Brasil, cerca de quatro milhões de hectares de novas pastagens. Uma parcela considerável desta área formada tem se perdido por causa do mau manejo.

É perceptível que isso ocorre por conta do manejo inadequado, provocando a degradação das pastagens; mas as falhas de implantação, desde a escolha de uma espécie inadequada até o manejo inicial equivocado, diminuindo muito o potencial de rendimento, o que também facilita a degradação.

Então, chega de perder dinheiro e tempo com suas pastagens!

Pâmela Pontes – @pamelalpg – fez Gestão MBA em Agronegócio, Pós graduada em Agronomia e estudante de nutrição avançada de ruminantes ESALQ/USP

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com

PARTILHAR
Pâmela Pontes - (14) 99103-5441 Gestão em Agronegócio FATEC BOTUCATU-SP MBA em Agronegócio UNIASSELVI Pós graduanda em Agronomia Dom Alberto Nutrição Reprodução e genética em bovinos de corte pelo SENAR EAD