Alerta: Custo da arroba no confinamento sobe 45%

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Foto: Reprodução / Confinamento Monte Alegre

O custo da arroba terminada em confinamento está entre 40% e 45% mais elevado em 2021 e a situação preocupa e liga o sinal vermelho para os pecuaristas!

A pecuária de corte passa por um momento de intensificação da produção de matéria-prima, ou seja, o boi gordo. Observamos um grande encurtamento entre cria e engorda, estreitando a fase da recria. Entretanto, esse movimento vem sendo freado diante dos altos custos de produção encontrados pelos pecuaristas que, neste momento, possuem um sinal vermelho ligado!

O alerta vem sendo feito pelo Portal a alguns meses, onde anunciamos os altos custos de produção para o ano de 2021 frente aos anteriores, tendo em vista a estabilidade nos preços da arroba e o avanço nos patamares de preços dos insumos.

Segundo os dados divulgados pela Athenagro, juntamente com o Rally da Pecuária 2021, o maior aumento é na dieta, cujos custos aumentaram 63% em relação a 2020. Ainda assim, o preço do boi magro na entrada representa 74% do custo de produção em confinamento.

Sendo assim, considerando o custo do boi magro, hoje apregoado com preço médio de R$ 350,00/@ para animais Nelore padrão de 12@, o risco da operação de confinamento em 2021 é a mais alta de toda a séria histórica da análise, cujo acompanhamento vem desde 1994.

Outro fator preocupante para o pecuarista da terminação, veio com o impacto negativo das geadas e seca que reduziu a sua capacidade de retenção dos animais no pasto, implicando em uma maior oferta de animais nas praças e, consequentemente, uma pressão negativa nos preços da arroba ao longo da última quinzena de agosto.

O resultado no cocho, sem considerar o valor de mercado do boi magro na entrada, ainda são positivos, mas 65% inferiores aos observados em 2020, apontou o Rally da Pecuária em seu informativo diário. Confira o gráfico abaixo com a evolução dos custos dos animais terminados em confinamento.

Dados oficiais confirmam baixa oferta de animais para abate

O baixo volume de animais prontos para abate no mercado brasileiro segue sendo confirmado por dados oficiais. Segundo dados do IBGE, de janeiro a junho deste ano, foram abatidos no Brasil 13,61 milhões de animais, 7,28% a menos que no mesmo período de 2020 e expressivos 14,21% abaixo do de 2019.

Trata-se, também, do menor volume desde o primeiro semestre de 2009, quando o total abatido foi de 13,38 milhões de animais. Pesquisadores do Cepea ressaltam que o menor volume de gado ao longo do primeiro semestre manteve em alta os preços da arroba em praticamente todas as regiões produtoras do País.

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