Em terra de pecuarista, quem tem boi gordo é Rei

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Arroba segue em patamar elevado e pode bater R$ 330 em momento de grande demanda por parte das indústrias frigoríficas que estão com escalas de abate apertadas!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta terça-feira, 15. As indústrias frigoríficas, em geral, estão com suas escalas de abate posicionadas entre três e cinco dias úteis. O quadro de restrição de oferta ainda dita o ritmo das negociações e, com isso, o momento é de que “em terra de pecuarista, quem tem boi gordo é REI”.

Seguindo como destaque os animais destinados a exportação, onde alguns negócios foram realizados acima da referência média e com o ágio atingindo cerca de R$ 10/@ em algumas praças, a depender do lote e da qualidade dos animais negociados!

Segundo os dados divulgados pela Scot Consultoria, as indústrias frigoríficas continuam com dificuldade em negociar grandes volumes de animais terminados, refletindo em aumento de R$1,00/@ para o boi e novilha gordos, na comparação feita dia a dia. O boi, vaca e a novilha gordos são negociados, respectivamente, em R$317,00/@, R$294,00/@, e R$310,00/@, preços brutos e a prazo.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 37,51/@, na terça-feira (15/06), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 304,31/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 308,13/@.

O indicador do boi gordo do Cepea, calculado com base nos preços praticados em São Paulo, teve um dia de desvalorização, mas segue segue próximo do recorde histórico de R$ 320 por arroba. A cotação ficou em R$ 317,35 por arroba. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 19,58%. Em 12 meses, os preços alcançaram 52,16% de valorização.

De acordo com o app da Agrobrazil, os pecuaristas das praças paulistas seguem encontrando melhores ofertas pela boiadas que atendem o mercado de exportação. Lembrando que, até o momento, não foram observados valores acima de R$ 325,00/@

Porém, é esperado que a chegada do final da semana e as escalas apertadas de abate possam pressionar a indústria a oferta valores próximos a R$ 330,00/@ em algumas negociações pontuais, principalmente para aqueles lotes próximos da indústria.

Em relação às vendas externas de carne bovina in natura, no acumulado das duas primeiras semanas de junho (8 dias uteis), a média diária de embarque ficou em 6,68 mil toneladas/dia, avanço de 10,7% em relação à média do mês anterior, “o que sugere uma retomada da demanda externa”, diz a IHS Markit.

Com isso, até o momento, os preços seguiram sustentados com o equilíbrio entre oferta e demanda. O momento atual é de tensão, visto que a chegada da segunda quinzena sucinta menor consumo sazonal de proteína bovina, e, os varejistas se mostram preocupados com o padrão do consumidor neste período.

“Por se tratar de uma atividade de ciclo longo, o mais provável é que a China se mantenha atuante no mercado em 2021, reduzindo seu ritmo de compras de maneira mais contundente no próximo ano”, completa Iglesias da Safras & Mercado.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318 – R$ 319, na modalidade à prazo.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, estável.
  • Em Dourados (MS), o valor foi de R$ 311.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, inalterada.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 312 a arroba, estável.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a tendência é que haja  menor espaço para reajustes, em linha com o menor apelo ao consumo no decorrer da segunda quinzena do mês, arrefecendo a reposição entre atacado e varejo.

“Importante mencionar que o consumidor médio ainda opta por  proteínas que causem um menor impacto em sua renda média; nesse caso a carne de frango ainda conta com a predileção do consumidor médio”, avalia.

Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,75 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,50 o quilo, assim como a ponta de agulha.

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