Entidades debatem expansão do trigo no Cerrado brasileiro

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Colheita do Trigo -
Foto: Paulo Pires FecoAgro

Projeto é fundamental para a difusão de novas opções para os produtores, para a geração de emprego no país, além do aumento da renda nacional

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e entidades do setor produtivo se reuniram, na quarta (16), para debater a expansão da área de produção de trigo na região do Cerrado.

A proposta, da Embrapa Trigo, é transferir conhecimentos e tecnologias para expandir e aumentar a competitividade da cultura do cereal, por meio de ações capazes de proporcionar maior adesão de produtores ao cultivo.

“Não há dúvida de que o trigo é a próxima revolução no Cerrado brasileiro. Mas primeiro é preciso evoluir na pesquisa e na difusão do conhecimento para o produtor rural”, disse o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli.

Na reunião, o chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, afirmou que o impacto esperado é o aumento da área de trigo em 100 mil hectares até a safra 2023, o que reduziria em R$ 450 milhões a importação do trigo de países como Argentina e Paraguai.

“A princípio, a atuação do projeto será nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo e no Distrito Federal. A previsão de início é em setembro de 2021 e término em dezembro de 2023”, disse Lemainski.

Durante o encontro virtual, o chefe-geral da Embrapa Trigo explicou que o projeto prevê sete atividades, dentre elas a organização da produção de sementes para garantir a expansão da área do trigo tropical, a transferência de tecnologias para a produção de trigo em regime de sequeiro e irrigado, o apoio da governança da cadeia produtiva de trigo no ambiente tropical e o fortalecimento do núcleo de pesquisa e transferência de tecnologia para o trigo tropical.

Para o assessor técnico da CNA, Fábio Carneiro, o projeto é fundamental para a difusão de novas opções para os produtores, para a geração de emprego no país, além do aumento da renda nacional.

Também participaram da reunião o representante da CNA na Câmara Setorial do Trigo do Ministério da Agricultura, Hamilton Jardim, o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), embaixador Rubens Barbosa e representantes das Federações de Agricultura da região do Cerrado.

Números – De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atualmente a região Sul é responsável por 88% da área de produção do trigo brasileiro. A expectativa é que em 2021 os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina produzam cerca de 2,3 milhões de hectares.

O principal centro de consumo do Brasil é a região Sudeste, com 42,3% do valor total, seguido do Nordeste (22,5%), Sul (19,4%), Norte (10,3%) e Centro-Oeste (5,5%). A estimativa para esta safra é uma produção nacional de 6,7 bilhões de toneladas de trigo.

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