Frigoríficos sem bois para abate, e agora?

Frigoríficos sem bois para abate, e agora?

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Foto Divulgação.

Frigoríficos têm lacunas em suas programações de abate; E os pecuaristas continuam pouco dispostos a aceitar os preços oferecidos por essas indústrias.

A expectativa para o mercado do boi no curtíssimo prazo é de otimismo. É esperado que o início do mês de fevereiro traga consigo uma parcial recuperação na demanda interna de carne bovina, com os consumidores mais capitalizados por causa do pagamento dos salários, destaca a Informa Economics FNP.

Além disso, informa a consultoria paulista, no front externo  “o cancelamento do feriado chinês com foco em controlar a epidemia do Coronavírus deve refletir em aumento das exportações brasileiras de carne bovina”, visto que as negociações com carregamentos de carne na Austrália já estão sendo retomadas”.

Existem muitas lacunas nas programações de abate das indústrias, devido à enorme dificuldade nas negociações de compra.

Caso o consumo interno de carne bovina apresente sinais de reação no início de fevereiro, as indústrias frigoríficas devem se tornar mais ativas nas negociações de boiada gorda, apostam os analistas.

Na avaliação da FNP, existem muitas lacunas nas programações de abate das indústrias, devido à enorme dificuldade nas negociações de compra de boiada durante todo o mês de janeiro.

No momento, afirma a FNP, os pecuaristas continuam pouco dispostos a aceitar os preços oferecidos pelas indústrias, resultando em negociações somente pontuais, envolvendo, em sua maioria, pequenos carregamentos. Com isso, as cotações permaneceram estáveis na maior parte das regiões.

Segundo fechamento da Scot Consultoria

A queda de preço ao longo da segunda quinzena deste mês reduziu o volume de negócios no estado. A pastagem em boa condição permite aos pecuaristas reter os animais na fazenda, aguardando por preços melhores.

A baixa oferta de boiadas mantém parte das indústrias com escalas enxutas (um a dois dias). Nestes casos, os frigoríficos com programações curtas ofertaram preços maiores na última quinta-feira (30/1).

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo ficou cotado em R$190,50/@, bruto, R$190,00/@, com o desconto do Senar e R$187,50/@, livre de impostos (Senar e Funrural).

A alta foi de 0,3% na comparação dia a dia. Entretanto, na comparação com o início da segunda quinzena, o preço recuou 2,3%, o que equivale a R$4,50 a menos por arroba.

Segundo Agência Safras&Mercado

“A capacidade de retenção segue positiva, avaliando a boa condição das pastagens neste momento. Uma eventual recuperação da demanda no decorrer de fevereiro pode contribuir para a retomada do movimento de alta, no entanto, os patamares alcançados dificilmente vão repetir os números do último mês de novembro”, disse. 

  • Em São Paulo, preços subiram para R$ 187 a arroba para pagamento à vista.
  • Em Minas Gerais, preços de R$ 183 a arroba, em Uberaba, contra R$ 181 na quarta-feira.
  • Em Mato Grosso do Sul, preços subiram de R$ 173 para R$ 175 a arroba, em Dourados.
  • Em Goiás, o preço indicado subiu de R$ 180 para R$ 182 a arroba em Goiânia.
  • Já em Mato Grosso o preço ficou em R$ 173 a arroba em Cuiabá. 

Atacado

O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação dos preços. “É importante destacar que o escoamento da carne apresenta alguns sinais de avanço nessa semana, a reposição tende a ser ainda mais efetiva durante a primeira quinzena do mês, período pautado pela entrada dos salários, além do retorno às aulas como motivador da demanda”, finalizou. 

Corte traseiro segue precificado a R$ 13,05, por quilo. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 10,40, por quilo. Ponta de agulha permanece cotada a R$ 9,70, por quilo.

Fonte: Portal DBO, Canal Rural e Scot Consultoria

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