As propostas foram elaboradas e entregues pela Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) aos candidatos ao Palácio Piratini, informou a Apil em nota.
A indústria gaúcha de laticínios propõe ao governo gaúcho um Pacto pelo Leite Gaúcho com renegociação das dívidas rurais, defesa da produção nacional, políticas de permanência no campo e modernização das indústrias. As propostas foram elaboradas e entregues pela Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) aos candidatos ao Palácio Piratini, informou a Apil em nota.
As quatro prioridades da agenda da entidade demandam ainda, segundo a Apil, coordenação entre governo estadual e federal. A associação representa 43 indústrias instaladas em 41 municípios, com geração de 2 mil empregos diretos. As empresas coletam acima de 2 milhões de litros de leite por dia em mais de 190 municípios, de acordo com a associação.
Em nota, o presidente da Apil, Fernando Zimmermann, afirma que a cadeia leiteira enfrenta dificuldades que demandam “ações coordenadas”. Entre os pontos citados pela entidade estão o endividamento, a concorrência externa, a saída de produtores da atividade e a dificuldade de pequenas e médias indústrias para investir em modernização e crescimento em períodos de margens reduzidas e oscilação do mercado.
Uma das propostas previstas pela Apil é a criação de um programa de securitização e refinanciamento, com carência mínima de dois anos e prazo de até dez anos, conforme a capacidade de recuperação de cada atividade. A entidade também defende linhas especiais para reestruturação de passivos e capital de giro, com fundo garantidor, juros subsidiados e bônus de adimplência.
No âmbito da defesa à produção nacional, a Apil recomenda a revisão das condições de importação em casos de subsídios distorcivos ou dumping, bem como aplicação de salvaguardas e medidas de defesa comercial, além de reciprocidade sanitária, regulatória, tributária e ambiental para produtos importados. Outra frente defende a manutenção e o fortalecimento do Bônus Mais Leite, a ampliação da assistência técnica gratuita e continuada, políticas de sucessão rural, crédito diferenciado para jovens, seguro de renda em períodos de crise e referências de preço que considerem os custos regionais de produção.
A quarta frente da agenda da Apil é a modernização das indústrias regionais, com linhas de crédito para equipamentos, automação, eficiência energética, tratamento de efluentes e adequação sanitária, além de bônus de modernização industrial e apoio a programas de certificação de origem e qualidade para queijos e derivados regionais.
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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