Inflação de junho fica em 0,01%, a menor taxa do ano

O índice acumula alta de 2,23% no ano e de 3,37% nos últimos 12 meses, seguindo abaixo da meta de 4,25% definida para 2019.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,01% em junho, a menor taxa para 2019. O índice acumula alta de 2,23% no ano e de 3,37% nos últimos 12 meses, seguindo abaixo da meta de 4,25% definida para 2019.

A inflação menor foi puxada pelos preços dos transportes e dos alimentos, que caíram 0,31% e 0,25%, respectivamente, na comparação com maio. “Os dois grupos ajudaram a conter os preços em junho. Eles pesam 43%, quase a metade do IPCA”, explica o gerente de Índice de Preços do IBGE, Fernando Gonçalves.

A deflação nos transportes veio da queda nos preços dos combustíveis, em particular da gasolina, que recuou 2,04%. Tanto o óleo diesel quanto o etanol ficaram mais baratos, -0,83% e -5,08%, respectivamente. O etanol recuou em todas as áreas pesquisadas.

Fonte: IBGE

No lado positivo, os impactos mais intensos no grupo transportes foram das passagens aéreas, que subiram 18,90%, e dos ônibus urbanos, com alta de 0,39%.

“Essa alta nas passagens aéreas foi por conta dos feriados de junho e da Copa América. Havia também uma base mais baixa em maio, com redução de aproximadamente 20% no preço”, avalia Gonçalves.

Nos alimentos, esse é o segundo resultado negativo seguido, pressionado pela redução nos preços das frutas e do feijão carioca, que somam três quedas consecutivas. O grupo também teve altas de 5,25% no tomate e de 0,47% nas carnes. No primeiro semestre do ano, os preços dos alimentos acumulam crescimento de 2,89%.

De acordo com Gonçalves, a maior oferta e a redução no consumo de frutas e hortaliças no inverno ajudam a explicar a deflação dos alimentos no mês. “Dependendo do tipo de fruta, as pessoas acabam consumindo menos nesta época do ano. A laranja também está com uma safra boa, por exemplo, então leva a uma baixa nos preços”.

Já o grupo de saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,64%, teve a maior variação e o maior impacto individual na inflação de junho. “Essa variação foi por conta dos produtos de higiene pessoal, como perfumes e artigos de maquiagem”, explica o gerente do IPCA.

O grupo habitação desacelerou 0,07% em junho, especialmente por conta da energia elétrica, que recuou 1,11%. Isto se deve à vigência, em junho, da bandeira tarifária verde, sem cobrança adicional para o consumidor.

“A energia elétrica ajudou a conter o grupo habitação”, diz Gonçalves, lembrando que o gás encanado subiu 7,33%, pressionado por reajustes nas tarifas em São Paulo.

Via Agência de Notícias do IBGE

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