Leite: Técnica economiza até 20% do custo com nutrição

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Foto Divulgação

Na pecuária leiteira, o custo de produção preocupa os pecuaristas, mas com a técnica – que pode ser vista abaixo- é possível economizar até 20% do custo com nutrição.

uso do grão de milho reidratado, conservado na forma de silagem na fazenda é uma excelente alternativa que possibilita reduzir o custo com concentrado na atividade. A reidratação consiste em moer o milho e ao ensilar, adicionar água. É importante misturar bem a água ao milho moído, formando uma massa uniforme, evitando áreas mais úmidas e outras mais secas.

Gerson  Ascânio é funcionário público em Brasília, mas é no campo que está outra atividade que ele faz bastante gosto: a pecuária leiteira. Em Corumbá de Goiás, município a 115 km de Goiânia, ele mantém a propriedade com o dinheiro da venda de leite.

Atualmente é acompanhado pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar Goiás (ATeG). Foi com as orientações do técnico de campo, Fausto Nogueira, que colocou em prática uma estratégia  bastante econômica na alimentação do rebanho.

“O Fausto me fez a sugestão de modificar o sistema de alimentação do gado. Eu sempre utilizei ração comercial e comprava em média 80 sacos por mês. Agora recentemente eu topei o desafio de usar o milho reidratado. As vacas aceitaram bem a alimentação e a produção se manteve igual a anterior”, explica o produtor.

Para começar a produzir esse tipo de alimento não é preciso grandes investimentos. Gerson, por exemplo, usa uma caixa d ‘ água para fazer a reidratação e galões para guardar a mistura até que seja concluído o processo de fermentação.

“São usados 22 litros de água para cada 50 quilos de milho triturado. Depois a mistura fica 22 dias descansando e fermentando. A partir daí já pode ser usada para alimentar o gado. A economia com essa técnica é de 15 % a 20% se comparada ao gasto com concentrado. 50 quilos de milho seco triturado viram 72 quilos de alimento com mais proteína e melhor digestibilidade”, explica o técnico de campo Fausto Nogueira.

O rebanho do Gerson produz uma média de 280 litros de leite por mês. Agora na seca, a produção continua se mantendo sem aumentos significativos de custos, graças à técnica.

milho reidratado
milho reidratado

Cerca de 50 quilos de milho seco moído rendem 72 quilos de alimento com maior teor de proteína.

“Estou bem satisfeito. Dá um pouco mais de trabalho porque temos que fazer o preparo na fazenda. Diferente de quando comprávamos  a ração pronta e só tínhamos que pôr no cocho. Mas depois que organizamos uma escala de produção, ou seja, os galões que vão sendo usados são reabastecidos com uma nova mistura, o processo se tornou mais fácil e compensa pela economia nessa época de insumos tão caros”, conclui o produtor.

A Assistência Técnica e Gerencial Senar Mais Leite e todas as outras das demais cadeias, objetivam levar ao produtor alternativas para aumentar a produção com economia e usando os recursos disponíveis na propriedade. Para fazer parte procure um dos mais de 120 Sindicatos Rurais de Goiás. 

Dicas e mais, sobre o milho reidratado

Uma forma prática de se calcular a quantidade de água é adicionar a cada 1.000 kg de fubá (seco), 330 litros de água, e misturar bem, como destacado acima.

Existem alguns formatos de se armazenar esta silagem, mas os principais são os tambores, os silos trincheiras e os silos-bolsa. Em qualquer um dos modelos adotados, compactar o material é essencial para sua conservação.

No tambor, vedar bem a tampa com lona, para evitar entrada de ar, e quando abrir, colocar a lona diretamente sobre o material para evitar ao máximo o contato do material com o ar, entre uma retirada e outra.

No silo trincheira, compactar bem o fundo e forrar de lona o fundo e as laterais e depois a lona de cima é aplicada, envelopando o material.

O silo-bolsa precisa de um maquinário específico para ser feito, e na minha experiência das opções é a que apresenta o maior percentual de perda de material, porque ficam algumas partes com ar entre a lona e o fubá reidratado, o que leva a crescimento de fungos, e o material alterado deve ser descartado e não fornecido aos animais, mas sem dúvida é uma opção a ser utilizada e de baixo custo.

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