Novas regras indicará passe livre de touros em centrais

Novas regras indicará passe livre de touros em centrais

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Palluk da 2L / Foto: Adir Leonel

Com nova Instrução Normativa, associações terão o poder de definir os critérios para entrada de touros em centrais; especialistas opinam.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou uma nova Instrução Normativa esta semana, estabelecendo as regras e os procedimentos para a avaliação zoogenética, requisito necessário para a inscrição de reprodutores em Centrais de Inseminação. A partir de agora, o touro precisará apresentar valores genético superiores ao mínimo estabelecido para cada raça. No caso das raças zebuínas, o valor mínimo será balizado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Com a medida, o governo pretende garantir a promoção de ganhos genéticos efetivos aos rebanhos nacionais. “A ABCZ desenvolve fortemente seu programa de melhoramento genético e, igualmente, acredita na consistência do registro genealógico e na força das raças puras.

Genética superior disponível em todas modalidades
Foto: Divulgação / Adir

Opinião do especialista

“O importância dessa medida é que o MAPA transferirá as atribuições técnicas de aprovação dos reprodutores para coleta para a associação de raça, que é quem deve ter responsabilidade sobre esse quesito, no caso da raça Nelore, a ABCZ. Essa nova forma de aprovação dos touros com sêmen liberado para comercialização na raça Nelore aumenta o leque de opções do mercado, dando ao pecuarista a liberdade de escolher o direcionamento do seu rebanho de acordo com seus objetivos, baseado em diversas ferramentas de seleção e não somente em uma como vinha sendo, no caso a avaliação genética” – comentou o Engenheiro agrônomo e jurado da ABCZ, Carlos Marino.

Marino diz que isso trará mais democratização da genética, e também, a oportunidade de liberdade do pecuarista brasileiro para melhorar seu rebanho de corte de acordo com o que precisa, gerando benefícios para a evolução da pecuária de corte comercial do país, dominada pela raça Nelore.

“Isso ajudará a mudar a cara da pecuária nacional, diminuirá a quantidade de touros ruins em centrais de inseminação e permitir a volta de touros bons ao mercado. Tenho certeza que essa medida irá valorizar muitos trabalhos de criadores sérios e criteriosos que sempre, e antecipadamente, enxergaram que as avaliações não representavam o progresso, nem tão pouco o melhoramento genético bovino” opinou o consultor pecuário, João Bonifácio.

Quais são os próximos passos?

Os valores mínimos dos índices ou características por raça ou composição racial serão apresentados pela Associação de Criadores, autorizada pelo MAPA para execução do Serviço de Registro Genealógico, e publicados pela Secretaria de Defesa Agropecuária – SDA, até 31 de março de cada ano, com validade até 31 de março do ano subsequente. “Os critérios estão sendo construídos pela área técnica da entidade e serão apresentados ao MAPA brevemente.

O conjunto de regras a ser proposto irá valorizar o registro genealógico, sem deixar de contemplar as avaliações de desempenho. A proposta deverá se aproximar bastante do livre mercado, haja visto as diferentes demandas dos sistemas produtivos brasileiros ”, informa o Superintendente Técnico da ABCZ Luiz Antonio Josahkian.

Somente no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), foram comercializadas aproximadamente 18 milhões de doses de sêmen no país.

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