Novas tarifas americanas serão divulgadas nesta quinta-feira, segundo a Casa Branca

As novas tarifas americanas de até 12,5% serão anunciadas nesta quinta (23) pela Casa Branca. Saiba como a medida afeta as exportações do Brasil.

A gestão de Washington está prestes a detalhar as novas tarifas americanas nesta quinta-feira (23). O anúncio, que será encabeçado pelo Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, teve confirmação da porta-voz presidencial, Karoline Leavitt. A divulgação estratégica acontece na véspera do encerramento do prazo legal das atuais taxas globais.

O que muda com as novas tarifas americanas?

Segundo levantamento divulgado pela CNN, a Casa Branca planeja aplicar impostos aduaneiros que devem variar entre 10% e 12,5% sobre mercadorias provenientes de 86 nações, grupo no qual o Brasil está inserido. O argumento oficial utilizado pelo governo estadunidense para taxar esses produtos baseia-se em denúncias de uso de trabalho forçado nas cadeias produtivas globais.

Na prática, a medida visa substituir e dar sequência à cobrança de 10% instaurada no final de fevereiro sob as regras da Seção 122. Esse imposto anterior perde a validade no final desta semana, após completar a janela de 150 dias de vigência.

Cenário para o Brasil: Exceções estão fora do radar

O aperto fiscal traz grande apreensão para o setor exportador brasileiro. Na última quarta-feira (22), o ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, deixou claro que as autoridades nacionais não trabalham com a hipótese de privilégios ou isenções em relação a essa taxação de 12,5%.

Apesar de a investigação americana sobre infrações trabalhistas prever a criação de uma lista global de exceções comerciais, o Mdic sinalizou que não nutre expectativas de que produtos de origem brasileira recebam imunidade específica.

O perigo do efeito cascata com as novas tarifas americanas

A força-tarefa da diplomacia brasileira foca agora em impedir a bitributação. O governo pleiteia que a nova cobrança não seja somada aos pesados encargos da Seção 301, estratégia de negociação que já surtiu efeito no passado, quando o Brasil conseguiu barrar a cumulatividade com a Seção 232.

De acordo com o ministro Elias Rosa, a situação ainda é incerta. “Para essa seção, cujo resultado saberemos na sexta-feira [24], há uma indefinição”, ponderou. O alerta do Mdic é grave: caso as taxas sofram acúmulo e não haja um acordo, a penalidade tributária contra as exportações brasileiras poderá atingir o patamar de 37,5%.

O ambiente de retaliação comercial já é uma realidade. Na mesma quarta-feira, outra rodada de sanções liderada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) começou a valer contra bens brasileiros. O órgão federal vinha estruturando essas punições desde julho de 2025, época em que Donald Trump ameaçou o mercado com um bloqueio agressivo na casa dos 50%.

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias

Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

Siga o Compre Rural no Google News e acompanhe nossos destaques.
LEIA TAMBÉM
NEWSLETTER COMPRERURAL

Receba as nossas
principais notícias

Conteúdo sobre o agronegócio, direto no seu e-mail.

🔒 Não enviamos spam. Você pode cancelar quando quiser.