Parceria entre produtores e indústria visa promover rastreabilidade do algodão

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Foto: Divulgação

Abrapa, Reserva AG&CO e Renner prometem disponibilizar informações sobre todo o processo, desde o cultivo da fibra até a peça de roupa.

Produtores de algodão do Brasil e indústrias têxteis fecharam uma parceria com a intenção de promover a rastreabilidade total da fibra usada na fabricação de tecidos. Desde a origem certificada da pluma até a produção da peça, o Programa Sou ABR (Algodão Brasileiro Responsável) reunirá informações via tecnologia blockchain. A ação envolve a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o grupo carioca Reserva, grupo AR&CO e Renner. Foi anunciada na última quinta-feira (7/10), Dia Mundial do Algodão.

Em nota, a Abrapa afirma que a iniciativa é a primeira a promover rastreabilidade em larga escala na cadeia têxtil nacional. O objetivo, segundo a entidade, é oferecer transparência ao consumidor, estimular escolhas mais conscientes, e fornecer à indústria matéria-prima de produtores comprometidos com a sustentabilidade na cadeia produtiva.

No comunicado, a Abrapa informa que a certificação ABR abrange atualmente 81% de toda a produção nacional. São 178 itens de verificação em diferentes critérios, entre eles, a proibição de discriminações e de trabalho infantil, degradante e análogo à escravidão; desempenho ambiental e boas práticas.

Segundo Flávio Redi, CEo da EcoTrace, consultoria que desenvolveu a plataforma de tecnologia da certificação ABR, explica que o armazenamento das informações via blockchain vai garantir a rastreabilidade. “A tecnologia proporciona digitalização que torna a informação acessível e auditável em todas as etapas do processo, garantindo confiabilidade”, explica, conforme a nota da Abrapa.

Para ter acesso às informações divulgadas pelo SouABR, a consumidor pode ler um QR code na etiqueta da peça de roupa. A promessa dos responsáveis pela parceria é de disponibilizar informações sobre a fazenda onde o algodão foi cultivado, a fiação que o transformou em fio, a tecelagem ou a malharia que desenvolveu o tecido e a confecção que cortou e costurou.

Todas as peças incluídas no programa de rastreabilidade usam, no mínimo, 70% de algodão, em sua composição e obtém a certificação socioambiental. As primeiras foram lançadas já no dia 7 de outubro, para o público masculino da loja Reserva. Já a Renner começa a participar, a partir de 2022, com uma coleção de roupas femininas.

“Quando se trata de sustentabilidade, é quase inevitável associá-la ao produto acabado. Mas ela começa muito antes, como, por exemplo, com a escolha da matéria-prima e, a partir daí, capilarizada para todo o processo produtivo. A preferência por algodão certificado e rastreável demonstra um compromisso não apenas com a qualidade dos produtos, mas com todo um cenário de responsabilidade socioambiental e transparência da indústria têxtil”, afirma Fernando Sigal, diretor de produtos da Reserva.

Fonte: ABPA

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