Preço bate R$ 285/@ em novo RECORDE e falta boi na praça

Preço bate R$ 285/@ em novo RECORDE e falta boi na praça

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Cotações disparam mais uma vez nas principais praças pecuárias, forçando a indústria frigorífica a colocar a mão no bolso para ter boiadas no abate!

Os preços do boi gordo dispararam nesta quarta-feira, 04, fortalecendo ainda mais a tendência de alta da arroba, que parece não ter mais fim, já que existe uma lacuna grande entre a oferta e demanda. Em São Paulo, o valor máximo do boi gordo atingiu R$ 285/@, à vista, enquanto a vaca gorda foi a R$ 270, segundo dados informados na Agrobrazil.

“Mesmo com a entrada de alguns lotes de gado terminado em confinamento, a atual disponibilidade de oferta não é suficiente para atender a demanda vigente no país, condição que desencadeou um forte movimento de alta nos preços da arroba no dia de hoje”, relata a consultoria IHS Markit.

Em São Paulo – referência para outras praças do País –, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 279,89/@, na quarta-feira (04/11), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 270,95/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 275,61/@.

Novo recorde de preço foi anunciado ontem, no final do dia, com negociações na praça paulista de Palmital, onde os animais foram negociados por R$ 285/@ com pagamento à vista e abate para o dia 09 de novembro.

Já o Indicador do Cepea voltou a registrar valorização, fechando com média de R$ 277,65/@ para a praça paulista. Valor que mantém o patamar da arroba elevado, trazendo maior otimismo para os pecuaristas nesse momento de menor oferta de animais.

Escalas de abate e cenário pecuário

Neste ano, comenta a IHS Markit, a conjuntura de baixa oferta de bovinos foi agravada pelo retardamento no alojamento de animais nos confinamentos, além do atraso das chuvas em muitas regiões pecuárias, o que retardou a recuperação das pastagens e, com isso, a entrega de “animais de capim”.

Com o prolongamento do período seco, uma parte dos pecuaristas resolveu colocar os animais no cocho, justamente num momento de disparada nos preços das rações (milho e farelo).

Dessa maneira, as escalas de abate das indústrias continuam bastante apertadas, resultando e, por isso, os frigoríficos não têm outra saída a não ser oferecer mais pela arroba, estimulando a decisão de venda por parte dos pecuaristas.

Disparada dos preços pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 280 a arroba, ante R$ 279- R$ 280 na terça-feira.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, os preços ficaram em R$ 275 a arroba, contra R$ 273,00.
  • Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os valores ficaram em R$ 271 a arroba, contra R$ 269 a arroba.
  • Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 270 a arroba, ante R$ 265.
  • Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o valor chegou a R$ 260 a arroba, ante R$ 257 a arroba.

Atacado

No mercado atacadista, os preços também subiram. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia. Além disso, o mês de novembro será pautado por excelente demanda, avaliando a incidência da primeira parcela do décimo terceiro salário. A expectativa, segundo ele, é que o movimento de alta ganhe consistência nas próximas semanas, apesar da dificuldade do consumidor final em absorver novos reajustes.

Com isso, o corte traseiro passou de R$ 20,00 o quilo para R$ 20,50 o quilo. O corte dianteiro aumentou de R$ 14,65 o quilo para R$ 15 o quilo, e a ponta de agulha passou de R$ 14,65 por quilo para R$ 15 o quilo.

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