Queda firme na carcaça casada e no boi gordo, diz Agrifatto

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gado gordo e carcaca montagem
Foto: Montagem Compre Rural

Desvalorização da carcaça casada bovina se consolida e recua 3% no comparativo semanal. No mercado do boi gordo, fim de ano traz consigo redução na liquidez.

Quarta-feira de consolidação das baixas no mercado atacadista de carne bovina. Confirmando a projeção de queda da edição de ontem, os preços da carcaça casada bovina passaram a ser negociados entre R$ 15,80 a R$ 16,00/kg, o que acarretou em baixa média de 3,03% na comparação semanal e queda mensal acumulada de 13,11%.

Enquanto isso, no varejo, o que se observa é o acumulo de estoques, o que dá sustentação às reduções no atacado.

Cenário parecido no mercado spot de boi de gordo, pouca movimentação e um número reduzido de negociações são realizadas, visto que os participantes do mercado já começaram a se afastar das compras para o recesso de final de ano. Na B3, o dia encerrou positivo, com o dezembro/20 avançando 0,53% ante a véspera, fechando o dia a R$ 255,65/@.

Milho

A chegada da segunda quinzena do último mês do ano trouxe valorização para o milho brasileiro. Os vendedores bateram em retirada do mercado, e com isso o cereal que está disponível no mercado acabou encarecendo. A referência para negócios em São Paulo subiu para os R$ 74,00/sc. Na B3, mais uma vez o dia foi marcado por uma leve alta de 0,33% no vencimento para março/21, que ficou cotado a R$ 77,14/sc, maior valor do mês de dezembro/20.

Pressionado pelas incertezas climáticas na América do Sul, o preço do milho para março/21 em Chicago se valorizou pelo quarto dia consecutivo, cotado em US$ 4,27/bu. Apesar da pressão climática, o crescimento nos estoques de etanol nos EUA está dificultando uma maior valorização, visto que este bateu o maior volume dos últimos sete meses, justificado pelo receio da população em promover grandes deslocamentos.

Soja

Sem grandes novidades despontando no mercado físico, a soja brasileira iniciou a segunda quinzena do mês com cotações ainda acima dos R$ 150,00/sc, apesar da leve queda observada em Chicago. A falta de oleaginosa no mercado e alta do dólar seguraram uma maior desvalorização.

Em Chicago, o contrato para março/21 fechou o dia praticamente estável, variando negativamente 0,08%, ficando cotado a US$ 11,88/bu. A perspectiva de um menor volume de vendas externas dos EUA é o que tem dificultado um rally mais intenso de alta da oleaginosa norte-americana.

Por outro lado, a greve dos inspetores de grãos e dos trabalhadores das esmagadoras de soja na Argentina, que já dura uma semana, fez o farelo de soja subir 1,29% na quarta-feira.

Fonte: Agrifatto

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