Na semana passada, houve uma disputa entre pecuaristas e frigoríficos no mercado do boi gordo. Apesar dos esforços de ambos os lados, os preços da arroba ficaram estáveis na maioria das regiões do Brasil, de acordo com consultorias do setor
O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando inexpressivo fluxo de negócios. O padrão das negociações apresentou poucas novidades no decorrer da sexta-feira (10), assim como foi durante a semana. Nesse cenário, houve uma disputa entre pecuaristas e frigoríficos no mercado do boi gordo. Apesar dos esforços de ambos os lados, os preços da arroba ficaram estáveis na maioria das regiões do Brasil, de acordo com consultorias do setor
O fato é que a movimentação dos preços está alinhada ao posicionamento das escalas, com escalas mais confortáveis os frigoríficos vêm tentando reduzir preços, quando as escalas apertam os frigoríficos voltam a elevar preços.
Em um período de auge do consumo as indústrias necessitam manter uma programação confortável para atender toda essa demanda, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Tal comportamento dos pecuaristas, aliado ao período de entressafra de “boiada de capim”, deve manter as cotações da arroba estáveis no curto prazo, prevê a analista da Scot. Dessa forma, “apesar de ofertas abaixo da referência, o momento parece ser de firmeza no mercado após um período de aflição em agosto”, relata a zootecnista Marina Mioto, analista da Scot.
Há um mês, os preços do boi gordo “comum” (destinado ao mercado interno) e do “boi-China” (com prêmio-exportação) seguem estáveis nas praças de São Paulo, negociados em R$ 235/@ e R$ 240/@ (valores brutos e a prazo), informa nesta sexta-feira (10/11) a Scot Consultoria.
Para as fêmeas, as cotações têm sido mais voláteis, de acordo com a Scot. Na terça-feira (7/11), a arroba da novilha teve queda de R$ 2 no mercado paulista, negociada em R$ 225/@, enquanto a vaca está cotada em R$ 215/@ (no prazo, valores bruto).
No mercado futuro, as negociações indicam a mesma margem de preços praticados atualmente no mercado físico, ao menos até o início de 2024, informa Marina.
Já o INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/B3, fechou a semana com grande recuperação nos preços após uma variação positiva de 2,80%. Com isso, o preço médio do indicador está atualmente cotado em R$ 234,65/@ e, em dólar, o valor é de US$ 47,48/@.

Giro do Boi Gordo pelo país
- Em São Paulo, Capital, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 236,00.
- Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 232,00 para a arroba do boi gordo.
- Em Uberaba (MG), a arroba teve preço de R$ 230,00.
- Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 231,00.
- Em Cuiabá (MT), a arroba ficou indicada em R$ 206,00.
Exportações brasileiras de carne bovina registram bom desempenho
De janeiro a outubro de 2023, dados da Secex mostram que o Brasil já escoou mais de 1,6 milhão de toneladas de carne bovina in natura, apenas 5% a menos que o mesmo período de 2022, quando as vendas externas foram recordes.
Segundo pesquisadores do Cepea, isso evidencia que, à medida que 2023 avança para o fim, o setor pecuário nacional vai se consolidando, por mais um ano, como um dos mais importantes fornecedores de carne bovina do mundo.
Em outubro, as vendas externas de proteína bovina in natura somaram 186 mil toneladas, o segundo melhor resultado para o mês, de acordo com dados da Secex, atrás apenas do recorde registrado no ano passado.
Abate de bovinos sobe 11,1% no ano
O abate de bovinos subiu 11,1% e o de frangos teve alta de 3,1% no 3º trimestre de 2023, na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com os resultados preliminares da Estatística da Produção Pecuária, divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Boi gordo: Atacado
O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, a expectativa é que esse movimento persista ao longo do último bimestre, período pautado pelo auge do consumo no mercado interno.
Importante mencionar que o perfil de consumo delimitado para essa época do ano indica para movimentos mais consistentes do corte traseiro, que são produtos de maior valor agregado, algo compreensível em um momento de capitalização da população brasileira, assinalou Iglesias.
O quarto traseiro permaneceu com preço de R$ 19,00 por quilo. Quarto dianteiro segue no patamar de R$ 12,80 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13,00 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,52%, sendo negociado a R$ 4,9143 para venda e a R$ 4,9123 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9036 e a máxima de R$ 4,9536. Na semana, a moeda teve valorização de 0,36%.
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