Quer intensificar a pecuária da fazenda? Veja como começar!

Quer intensificar a pecuária da fazenda? Veja como começar!

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Foto Divulgação

Instrutora do Senar Mato Grosso explica como escolher a forrageira ideal para a sua propriedade e fala das vantagens de ter mais de uma opção de capim para oferecer ao rebanho!

Você sabia que aproximadamente 21% do território brasileiro é formado por pastagens? Deste montante, algo em torno de 60% são de pastos plantados, com destaque para o predomínio das brachiárias – em especial o “capim Marandu”.

Lançada ainda no início da década de 1980, esta forrageira conquistou muitos pecuaristas por apresentar alta flexibilidade, como explica a zootecnista Mariana Ferro, que é instrutora do Senar Mato Grosso. “Embora não expresse todo o seu potencial produtivo, o capim Marandu vai bem inclusive em solos de baixa qualidade, apresentando fácil adaptação nos diversos sistemas de produção”, comenta.

Apesar do “sucesso” do Marandu, problemas como os casos de “morte súbita da pastagem” reforçam o alerta sobre a importância de ampliar o leque de forrageiras na propriedade. Aliás, segundo Mariane, diversificar a pastagem é um dos caminhos mais importantes para quem busca melhorar o desempenho da fazenda.

“Temos diversos fatores que podem levar à queda de produtividade de um pasto. Com a diversificação, temos opções dentro do sistema de produção. Caso uma praga ataque uma espécie específica, teremos como manejar os animais para os demais pastos da fazenda”, exemplifica.

Mas você sabe como fazer corretamente a escolha das forrageiras que irão compor a área de pasto da sua propriedade? A escolha de uma forrageira de forma adequada tem total impacto ao longo do tempo dentro do sistema de produção.

Por isso, a instrutora do Senar-MT orienta ao produtor seguir alguns ítens básicos que vão ajudar nessa definição:

  • É preciso conhecer bem as características da região (condições edafoclimáticas locais);
  • a topografia;
  • a fertilidade do solo;
  • a capacidade de suporte desejada (toneladas por hectare);
  • o nível tecnológico a ser empregado no manejo (adubação, irrigação e outros);
  • o sistema de pastejo (rotacionado ou contínuo);
  • além de pesquisar à que tipo de pragas/doenças a região é susceptível.

“Conhecimento e planejamento são fatores fundamentais para quem quer fazer a escolha correta”, afirma.

Confira as características e comparações entre algumas forrageiras disponíveis no mercado.

Compre Rural com informações do Canal Rural Mato Grosso

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