Segura o boi gordo que a arroba vai subir de preço

Segura o boi gordo que a arroba vai subir de preço

PARTILHAR
Foto Divulgação

Pecuaristas unidos estão se movimentando para poder acabar com o “tradicionalismo” das indústrias e não deixar preço da arroba cair novamente!

Marcado pelas fortes altas no preço da arroba, o mercado do boi gordo, em 2019, foi de grande surpresa para a cadeia produtiva, como um todo. Após quase cinco anos sem correção, o preço da arroba chegou a ser negociado por R$ 250,00 em São Paulo. Com o mercado aquecido nas exportações e a chegado do fim de ano, os frigoríficos terão que ofertar um preço melhor ou ficarão sem boi para completar as escalas de abate. Pecuaristas não vai mais aceitar as imposições das indústrias!

Segundo a Sociedade Rural de Cascavel, em nota publicada e compartilhada nos grupos de Whatsapp, os pecuaristas precisam se unir e se atentar para algumas práticas antigas que devem ser combatidas nesse momento. Além disso, confira um vídeo que foi amplamente divulgado em todo Brasil, onde são abordados alguns temas sobre o assunto e tire as suas conclusões.

Nota publicada pela Sociedade Rural de Cascavel:

“Fato curioso, a uma semana tinha acabado os bois do Brasil, pagaram 220,00@ por falta de boi, uma semana depois está sobrando boi, os frigoríficos saíram de mercado e quando dão preço baixou para 200,00@,
Vamos aos fatos: esta tática é centenária, eles s as costumaram que quando saem do mercado e baixam preços os pecuaristas correm para vender dai baixa mais ainda todos estão acostumado com essa prática, sugerimos que ficamos o pelo menos uma semana sem ofertar boi ou por em escala que o preço vai se acomodar dentro da realidade, não sabemos se 200/210/220, mais se ofertar provavelmente vai baixar de 200,00@, sei que todos tem conta para pagar mais uma semana não quebra ninguém, nunca tentamos um jogo de braços com eles vale a pena tentar
. As. Sociedade Rural de Cascavel.

Segundo os dados da Scot Consultoria, a fala acima pode ser vista na realidade, confira como ficaram as negociações de ontem:

Com a finalidade de fazer estoques de carne mais baratos, a pressão aumentou no mercado do boi, que cedeu em 19 das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria na última quinta-feira (5/12). 

Na média destas 19 praças, a queda foi de 3,9%, na comparação diária. Os estados com as maiores desvalorizações foram Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Goiás, Rondônia e Tocantins. 

Destaque para a região de Dourados-MS onde o preço da arroba caiu 8,3%no período. 

Em alguns estados, como São Paulo e Minas Gerais, diversos frigoríficos estão fora das compras aguardando um melhor posicionamento do mercado. 

O mercado virou e tem buscado novos equilíbrios para a referência. Assim, a previsão é de que o fluxo de negócios melhore a partir da terça-feira da próxima semana. 

Alerta

O final de ano é sempre marcado por uma alta no preço da arroba, devido a entressafra e a demanda interna aquecida, o brasileiro ainda não foi as compras de fim de ano, fato esse que deve aumentar a demanda pela carne, pressionando os frigoríficos a buscarem com maior pressão a matéria prima, ou seja, o boi gordo para abate. Além disso, a China ainda deve aumentar os volumes importados, já que o Ano Novo Lunar é só em janeiro e o país precisa estar abastecido para as comemorações.

Fato é, que as industrias não estão conseguindo completar as suas escalas de abate e estão vendo os seus estoque enxugando, em uma tentativa de pressionar o produtor a vender o boi barato, estão se retirando das compras em uma tentativa única de fazer estoque para o final do ano com uma margem ainda melhor do que a obtida durante todo o ano. Segura o boi que a arroba vai subir!

As grandes práticas e atos, criados para segurar o mercado e aumentar a margem das industrias, enquanto os produtores sofrem com os altos custos de produção. Confira esses detalhes no vídeo abaixo!

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com