“Sobre a terra”, livro conta história de Eduardo Macedo Linhares

“Sobre a terra”, livro conta história de Eduardo Macedo Linhares

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livro sobre a terra eduardo macedo linhares
Foto: Divulgação

Livro conta a história de pecuarista, origem da Cabanha Azul, criação da GAP Genética e a expansão da raça Brangus para o Brasil Central.

Eduardo Macedo Linhares viveu os mais importantes ciclos do agronegócio dos últimos 100 anos. É essa vivência, ponteada por muitos relatos e imagens, que está registrada no livro “Sobre a terra – a trajetória de Eduardo Macedo Linhares”, escrito por Renato Dalto. É uma obra de referência, que remete a uma longa história, ao nascer do Século XIX, com a chegada do açoriano Francisco Pereira de Macedo, o Visconde do Serro Formoso, aos campos de Lavras do Sul. Iniciava ali, uma saga que deu origem a várias famílias, povoando o Sul e a Fronteira Oeste, e demarcando os campos de gado e lavoura. O livro será lançado com sessão de autógrafos no próximo dia 10 de junho, na livraria Pocket Store, em Porto Alegre, na Rua Felix da Cunha, 1167, bairro Moinhos de Vento.

É essa primeira viagem ao tempo do Visconde que abre o livro, um capítulo onde é possível entender também como se deu o povoamento do Rio Grande do Sul, a partir do Tratado de Madrid e o fim das Missões, em 1756. Ou outros nove capítulos remetem à origem de tudo, a Cabanha Azul, os vínculos com o campo, a criação da GAP Genética e a expansão da raça Brangus para o Brasil Central. É essa síntese entre a tradição e a inovação que permeia todo o relato. Algo que nasceu desde a Cabanha Azul, regida por Lauro Macedo e pelos sobrinhos Eduardo, Azhaury e Macedinho. A Azul foi uma referência da pecuária gaúcha, um marco na criação de ovinos merinos australianos no auge do ciclo da lã, e dos bovinos da raça Angus.

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Foto: Divulgação

“Sempre trabalhamos em família. Maria Helena e eu começamos nossa vida na estância, assim como nossos filhos. Todos aprenderam as lides campesinas. Todos se dedicam até hoje ao nosso negócio, que é a pecuária, a lavoura e a criação de cavalos Crioulos. Este livro, é um registro de toda essa trajetória, desde os tempos da Azul. Viajei nele pela memória, pelos acontecimentos, pela minha vida. É uma obra que recorre a palavras e imagens, a lembranças e passagens. Como pano de fundo, o desenvolvimento do país e do estado.”, escreve Eduardo, na apresentação do livro. E apresenta, de saída, o que vai ser um dos fios condutores do livro: a ligação com a terra, a produção e os animais como um manancial de afeto, união e convivência familiar.  “A terra é a minha vida e da minha família. Nela, semeamos nossos melhores valores. Nela, acreditamos. E, assim, construímos os passos do futuro, com novas gerações, novos desafios e expectativas renovadas. A terra responde, sempre. E só temos a agradecer a ela.” 

O livro é escrito em dez capítulos e um posfácio de imagens. É a reconstrução de uma trajetória através da narrativa do autor e lembranças registradas pelo próprio Eduardo e assinadas por ele. É uma publicação com textos e imagens, com projeto gráfico de Daniel Abreu. “Busquei contar uma história dentro de um contexto, associando o personagem a ciclos e episódios marcantes da economia gaúcha. Mas vejo que nisso tudo, há um grande diferencial: a maneira como Eduardo estrutura seu negócio, criando um fórum familiar democrático, fazendo a sucessão com diálogo, respeito e sabedoria”, revela Renato Dalto.

Essa trajetória onde se trançam negócios, família e afetos, está marcada por uma busca constante de inovação e alternativas. Entre elas, a expansão da raça Brangus para o norte brasileiro, uma diáspora que vai demarcar todo o padrão produtivo da GAP Genética. No prefácio do livro, assinado pelo ex-ministro Luiz Fernando Cirne Lima, uma constatação: “Eduardo e Maria Helena fundam a GAP, uma moderna organização consentânea com o atual agronegócio brasileiro. Para citar apenas um fato, o projeto de gado Brangus materializa a visão de expansão, partindo do Extremo Sul, preparada e condicionada a seguir até pedaços do Brasil que, lá longe, se debruçam sobre o Hemisfério Norte”; 

Sobre a Terra não é apenas uma história pessoal. É um legado escrito à família e ao público que busca entender como acontece um dos mais consistentes negócios familiares da história do Rio Grande do Sul. E os valores que o erguem como amor, respeito, amizade e confiança. E, assim, Eduardo abre o coração e o livro da sua vida.

Via Assessoria Agropecuária

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