Ron Wallace, produtor de Rhode Island, ultrapassou pela primeira vez a marca de 3.000 libras com uma única abóbora. Ele pesou o exemplar, de 3.156 libras (1430 kg e totalizando 1,43 tonelada) no dia 10 de outubro, durante o Southern New England Giant Pumpkin Growers Weigh-Off, e estabeleceu o recorde mundial reconhecido pelo Guinness World Record.
A abóbora superou em quase 300 libras a marca anterior, de 2.857 libras, estabelecida apenas uma semana antes pelo produtor britânico Ian Paton. A diferença é maior do que o normal nesse tipo de disputa: os recordes costumam avançar de 20 a 30 libras por vez.
Uma semente plantada em abril
Tudo começou em 15 de abril, quando o produtor enterrou uma pequena semente no solo da estufa que mantém em Greene, Rhode Island. Em cerca de seis meses, a semente se transformou na maior abóbora já pesada em uma competição do tipo.
O hobby veio de família: o pai de Wallace foi um dos primeiros moradores da Nova Inglaterra a se dedicar ao cultivo de abóboras gigantes, segundo comunicado divulgado pela organização do evento. Décadas depois, Wallace ainda se diverte com a reação de quem vê uma dessas frutas de perto pela primeira vez.

O fascínio por um fruto fora do comum
Em entrevista ao New York Times, o cultivador disse que nunca ouviu ninguém falar mal de uma abóbora gigante. Segundo Wallace, diante de um exemplar desse tamanho, as pessoas querem tocar, sentar em cima e tirar fotos ao lado da fruta.
Wallace acrescentou, na mesma entrevista, que esse tipo de abóbora arranca um sorriso de qualquer pessoa, independentemente de nacionalidade ou origem.
Um histórico de recordes no cultivo
Essa não é a primeira vez que o produtor de Rhode Island bate um recorde do gênero. Em 2006, ele cultivou a primeira abóbora a romper a barreira das 1.500 libras, com 1.502 libras. Em 2012, chegou às 2.009 libras, marca também inédita por superar as 2.000 libras.
Segundo o comunicado, aquelas duas marcas eram recordes na época. O resultado deste ano veio depois de Wallace passar alguns anos com menor produção enquanto testava uma abordagem mais científica no cultivo.
A rivalidade amistosa entre produtores
Apesar da disputa, não existe rixa entre os dois maiores nomes da temporada. Em entrevista ao Providence Journal, o campeão disse que conversa semanalmente com o rival britânico, às vezes todos os dias, durante a temporada de cultivo.
Paton também sugeriu que o colega passasse a cultivar as abóboras dentro de uma estufa, conselho que se mostrou decisivo para o resultado deste ano.
Estufa e genética por trás do recorde
Cultivar a abóbora recordista numa estufa permitiu controlar praticamente tudo, da quantidade de água à temperatura ao longo dos meses. No auge do crescimento, a abóbora ganhava 60 libras por dia e chegava a quase 500 libras em uma única semana, segundo relato ao Providence Journal.
Além da estrutura controlada, o produtor credita o resultado à genética usada na semente e à troca de informações entre cultivadores, e a comunidade compartilha técnicas para impulsionar o cultivo.
A abóbora de 2.624,6 libras cultivada pelo belga Mathias Willemijns havia mantido o título de mais pesada do mundo por quase cinco anos, até ser superada. Agora, a gigante de Rhode Island ocupa esse posto com uma margem que torna pouco provável uma reviravolta rápida na próxima temporada.
Como transportar uma abóbora de 3 mil libras
- Usar um arnês e uma corda resistente para erguer a abóbora do solo com cuidado
- Envolver a fruta em lençóis úmidos para proteger a casca
- Cobrir tudo com um edredom de proteção
- Enrolar em filme plástico para manter a integridade
- Carregar em um palete sob medida
- Transportar em um caminhão de carga pesada
Qual é o destino final da abóbora recordista?
Depois de passar por festivais na Pensilvânia e em Massachusetts e se transformar na maior abóbora de Halloween já esculpida no mundo. A gigante de Ron Wallace vai terminar em uma pilha de compostagem, o mesmo destino da maioria das abóboras menores.
Mas isso não será desperdício total: Wallace planeja salvar sementes da abóbora recordista e doá-las a clubes de cultivadores ao redor do mundo, que as venderão em leilões para arrecadar fundos.













